quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Shoppings, lá vamos nós - Revista Viver Brasil

Ampliações, novos empreendimentos, lojas e momento favorável da economia devem levar uma multidão aos centros de compras da capital mineira neste final de ano

Texto: Ana Arsênio e Renata Galdino | Fotos: Pedro Vilela e Daniel de Cerqueira

Este pode ser o Natal mais gordo dos últimos anos para os shoppings mineiros. Economia aquecida, aumento da massa salarial, praticidade, horário flexível e ampliações dos espaços e do mix de produtos são as apostas dos empreendimentos para vender até 40% a mais comparado ao mesmo período de 2009. Para atrair os clientes, os shoppings da capital não economizaram nas campanhas promocionais e na decoração. A expectativa é de que o fluxo de clientes tenha alta de até 32% nestes centros comerciais durante o período natalino. E a aposta foi alta, principalmente com os sorteios de prêmios: mais de 8,3 milhões de reais investidos pelos principais shoppings.
O BH Shopping é um exemplo dos que não pouparam no investimento: 2,4 milhões de reais, o maior feito pelos centros de compra da capital. O montante, no qual estão incluídos os valores da decoração do espaço, divulgação na mídia e premiações, representa 400 mil reais a mais que o aplicado em 2009, quando o shopping comemorou 30 anos. A quinta expansão, inaugurada no final de setembro, é outra aposta. O acréscimo de 80 novas lojas deve, de acordo com o superintendente, Durleno Rezende, elevar as vendas de Natal em até 40% em comparação ao ano passado. O fluxo de pessoas neste período deve ter alta de 20%. “Além do momento econômico favorável, nossa recente expansão já apresenta ótimos resultados de venda e tráfego. Não há dúvida de que o varejo terá um Natal inigualável”, afirma. A partir do dia 26 de novembro, o shopping terá o horário de funcionamento ampliado para receber os clientes.


A premiação do BH Shopping também promete levar milhares de pessoas às compras. Nada menos do que cinco carros BMW 320i, no valor de 114 mil reais cada, serão sorteados até 26 de dezembro. A decoração do espaço é outra aposta para atrair consumidores. E ela promete não somente agradar às crianças (que adoram tirar fotos ao lado do Papai Noel) como também aos adultos. Assinada pelo Studio Conceição Cipolatti e com o tema Papai Noel pelo Mundo, traz papais noéis em tamanho natural representando o Bom Velhinho das culturas da Alemanha, Inglaterra, Europa Medieval, América do Norte, Turquia, Rússia, Noruega e Brasil. Ao lado deles, um livro eletrônico conta a história da figura mais amada das festas de final de ano em seu país ou continente de origem. “Escolhemos uma decoração que mostra a cultura do Natal ao redor do mundo, explorando a diversidade e a riqueza desta que é uma das maiores festas do mundo”, diz a gerente de marketing do BH Shopping, Lívia Paolucci.
Sérgio Magalhães: números não surpreendem


Em seu primeiro ano de atuação em Belo Horizonte, o Boulevard Shopping também não economizou e investiu 1,5 milhão de reais na campanha de Natal. Aproveitando a inauguração recente, que está atraindo cerca de 50 mil pessoas diariamente ao local, a previsão, com a proximidade do Natal, é de um acréscimo de 15% no público durante a semana e de 20% nos sábados e domingos. “Os números não surpreendem, pois havia grande expectativa em relação à chegada do shopping”, afirma o superintendente do empreendimento, Sérgio Magalhães. Para quem fizer compras no Boulevard, cupons para concorrer a três carros importados: um Minicooper Chilli, uma BMW 320i e uma Mercedes 180 K, nos dias 10, 17 e 24 de dezembro. “A decoração faz uma homenagem aos mineiros, bem ao estilo barroco. Sabemos que muitas pessoas vão aos shop­pings para apreciar a decoração e aproveitam para fazer compras”, diz a gerente de marketing Carolina Galhanone.
Papai Noel no Boulevard Shopping


A aposta do Shopping Cidade, no centro, está sendo a campanha Amigo Oculto Virtual. Com investimentos de 500 mil reais (no ano passado foram 380 mil), a superintendente do local, Luciane Starling, pretende promover o maior amigo oculto da cidade. “Este é o verdadeiro espírito de Natal”, afirma. Para participar, o internauta se cadastra no hot site da campanha do Shopping Cidade até 9 de dezembro. Neste dia, serão sorteadas duplas que irão para um ranking. Nelas poderão votar os internautas de qualquer lugar. A proposta é que essas pessoas não sejam conhecidas, promovendo a amizade entre elas. Os que receberem mais votos serão premiados nas lojas indicadas pela administração do shopping. “Serão viagens, óculos, bonés, calçados, roupas. Uma infinidade de prêmios”, diz Luciane Starling. Já os clientes reais concorrem a três carros da Fiat a cada 300 reais em compras. Mesmo com o espaço físico em obras – a expansão do shopping prossegue até o próximo ano –, a administração não deixou por menos na decoração. “É pop art, bem alegre e jovem, nos tons do verão”, conta.
Enfeites de natal no BH Shopping


Comemorando a ampliação do shopping com 14 novas lojas, o Pátio Savassi trouxe o tema Flores Flashion e investimentos de 923 mil reais para a campanha natalina, montante 7,9% maior que em 2009. Segundo Rejane Duarte, gerente de marketing do Pátio, o fim do ano deve proporcionar aumento de 9% no fluxo de pessoas em relação a 2009. A previsão é que as vendas sigam o ritmo e fechem o período registrando expansão de 15% no comparativo com o ano passado. Diariamente, os clientes estão concorrendo a um notebook e, no dia 30 de dezembro, a dois carros importados. “A melhoria na infraestrutura e os prêmios são a grande aposta deste Natal”, afirma Rejane Duarte.
Sílvia Veiga:  “Os shoppings oferecem segurança”


Também na região Centro-Sul da capital, o DiamondMall, no bairro de Lourdes, espera vender 20% a mais que o Natal de 2009 e receber 5% a mais de clientes. Para isso, 1,5 milhão de reais foi investido na campanha de marketing com o sorteio de dois Freelander Sport, da Land Rover, e mais quatro vale-compras de 20 mil reais. A gerente de marketing do Diamond, Flávia Louzada, também incrementou na decoração e destaca apresentações gratuitas de corais natalinos. “Pensamos em agradar aos clientes de todas as formas: com ótimas promoções, decoração incrível e uma programação que tem tudo a ver com o Natal”, diz. Os corais estão se apresentando nas quartas-feiras, às 19h30. No dia 1º de dezembro, está agendado o Coral Khronos. Nos dias 8 e 15, respectivamente, os corais Imprensa Oficial e do Hemominas.
Bh Shopping: previsão de aumentar o fluxo de clientes em 20%


FRASE: “A melhoria na infraestrutura e os prêmios são a grande aposta deste Natal” Rejane Duarte
Bastante otimista com as vendas também está a gerente de marketing do Minas Shopping, na região Nordeste de Belo Horizonte, Lucy Jardim. A expectativa é de crescimento de 32% no fluxo de pessoas na casa, saltando de 30 mil registrado nos dias normais para 70 mil no período do Natal. Os lojistas esperam vender 25% a mais que no Natal de 2009. Para atrair clientes, a campanha promocional do Minas Shopping recebeu investimentos de 800 mil reais, mesmo valor do ano passado. Os 34 notebooks sorteados diariamente até 24 de dezembro são o principal atrativo. “A premiação foi definida a partir de pesquisa realizada com o próprio consumidor pelo Setor de Atendimento ao Cliente (SAC), que apontou preferir vários prêmios para ter mais chance de ganhar”, explica Lucy Jardim.
Luciane Starling: “É bem alegre, jovem


Na decoração, o shop­ping trouxe ambientação resgatando o clima bucólico da data, com troncos de madeira, ramos e galhos secos. Com o tema Natal Camponês, o cenário de 170 metros quadrados apresenta trenós, renas e carriolas no meio de um bosque de pinheiros. A decoração externa também chama a atenção. Durante o dia, estrelas aparecerão verdes com faixas vermelhas. Já à noite, elas serão iluminadas com microlâmpadas.
Na região Noroeste de Belo Horizonte, o Natal Lollypop do Shopping Del Rey, voltado para o universo lúdico das crianças, deve registrar aumento de até 20% nas vendas e 5% de público, ante 2009. “Foram investidos 700 mil reais, 15% a mais que no ano passado, e estamos apostando no sorteio de um carro Xsara Picasso e prêmios instantâneos diariamente”, diz a coordenadora de marketing Andréa Fernandes. Na decoração, árvores, guirlandas e festões ganharam milhares de enfeites em forma de pirulitos, bonecos de biscoito e pão de mel. “Os pais levam as crianças e aproveitam para fazer as compras”, observa.
Carros que serão sorteados no DiamondMall


O Itaú Power Shopping, localizado no Cidade Industrial, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, também não poupou neste Natal. Foram investidos 900 mil reais em mídia, decoração e promoções. A cada 400 reais em compras, o consumidor ganha um cupom para participar do sorteio de um automóveil Kia Sorento. O ganhador será conhecido no dia 3 de janeiro. A administração do shopping espera crescimento de 20% nas vendas e 10% de público, comparados a 2009.
O otimismo nas vendas neste Natal também é compartilhado pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). Levantamento realizado pela entidade aponta que os 401 shoppings em operação no Brasil devem registrar aumento médio de 15% nas vendas para o Natal, em comparação ao mesmo período de 2009. “Enquanto o Brasil continuar crescendo, os shoppings apresentarão bons resultados”, afirma Luiz Fernando Veiga, presidente da Abrasce. A expectativa é baseada no acumulado janeiro/setembro de 2010, quando as vendas nos shoppings brasileiros aumentaram 14%.
A advogada Juliana Gaspar é frequentadora assídua de shoppings e nem se importaria se estes locais não oferecessem prêmios no Natal. Neste período, ela pretende engrossar as expectativas de aumento do fluxo e de vendas. “Tem lugar melhor para, no período de chuvas, você parar o carro no estacionamento e não se molhar?”, afirma. Além disso, a praticidade de terem praças de alimentação e várias lojas concentradas num mesmo local são atrativos para ela e o marido, o diretor da Net-BH, Carlos Valle. “Ele não gosta de tumulto. Por isso, procuramos sempre ir bem antes do Natal para comprar os presentes.”


Outro fator que vai levar Juliana aos shoppings neste final de ano é a oportunidade de comprar em lojas que vieram de São Paulo e do Rio de Janeiro, e que vendem produtos para a casa. “Morei muito tempo em Campinas (SP) e acostumei comprar nestas lojas. Com a ampliação de alguns shop­pings e inauguração de outros, como o Boulevard, várias delas vieram para Belo Horizonte”, observa a advogada. “Sem falar na decoração. Ela é sempre um atrativo para ir ao shopping no Natal”, diz.
A psicóloga Sílvia Veiga faz coro com Juliana Gaspar. “Os shoppings oferecem segurança, são práticos, têm horários flexíveis.” Sílvia comemora a chegada do Boulevard em outubro deste ano. “Agora bem pertinho de casa, vou fazer as compras por aqui mesmo”, revela a psicóloga.


BH Shopping:
  • Prêmios: 5 carros BMW 320i
  • Como concorrer: Um cupom a cada R$ 400 em compras (pagamento com cartão Mastercard dá direito a mais dois cupons)
  • Quando acontecem os sorteios: Um por semana até 26 de dezembro
Boulevard Shopping:
  • Prêmios: Três carros importados (um Minicooper Chilli, uma BMW 320i e uma Mercedes 180 K)
  • Como concorrer: Um cupom a cada R$ 400 em compras (quem pagar com cartões das bandeiras aceitas pela máquina da Cielo receberá um cupom extra) 
  • Quando acontecem os sorteios: 10, 17 e 24 de dezembro
DiamondMall:
  • Prêmios: Dois Freelander Sport e quatro vale-compras de R$ 20 mil
  • Como concorrer: Um cupom a cada R$ 400 em compras (mais dois cupons para quem pagar com cartões MasterCard) 
  • Quando acontecem os sorteios: 24 de dezembro
Itaú Power Shopping:
  • Prêmios: Um automóvel Kia Sorento
  • Como concorrer: A cada R$ 400 em compras efetuadas entre 31 de outubro e 2 de janeiro dá direito a um cupom. Se o cliente utilizar cartão Visa no pagamento receberá três cupons
  • Quando acontecem os sorteios: 3 de janeiro
Minas Shopping:
  • Prêmios: 34 notebooks
  • Como concorrer: Um cupom a cada R$ 300 em compras (mais três cupons para quem pagar as compras com cartões Visa)
  • Quando acontecem os sorteios: Um notebook por dia a partir do 1º. De 15 a 24, serão dois sorteios diários
Pátio Savassi:
  • Prêmios: Dois carros Hyundai ix35, um mini-notebook Sony Vaio 120 por dia
  • Como concorrer: Um cupom a cada R$ 400 reais em compras (mais três cupons utilizando cartão Mastercard)
  • Quando acontecem os sorteios: Os carros no dia 30 de dezembro
Shopping Cidade:
  • Prêmios: Um Fiat Uno, um Fiat Ideia, um Fiat Línea
  • Como concorrer: Um cupom a cada R$ 300 em compras (mais três cupons se o pagamento das compras for feito com a bandeira Visa)
  • Quando acontecem os sorteios: 24 e 31 de dezembro e 9 de janeiro
Shopping Del Rey:
  • Prêmios: Um carro Xsara Picasso e prêmios instantâneos (games para computador, porta-retrato digital, câmera aquática descartável, relógio de pulso, travesseiro de viagem, bolsa-toalha e almofadas)
  • Como concorrer: Dois cupons a cada R$ 250 em compras – um para concorrer ao carro e outro para os prêmios instantâneos (mais três cupons para quem pagar com cartões Mastercard)
  • Quando acontecem os sorteios: 24 de dezembro. Os prêmios instantâneos são diariamente

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Aprendizado Profissional no Varejo

É indiscutível o papel do aprendizado dentro das empresas. Na era digital, em que o acesso à informação está democratizado, o desenvolvimento das pessoas passa a ser preocupação constante das empresas que precisam inovar e se reinventar a todo o momento em um mercado competitivo. Mais do que tecnologia ou infraestrutura, o momento pede pensar diferente e, para isso, as pessoas ocupam cada vez mais o centro dos investimentos dessas empresas. Mesmo no varejo, segmento que traz em si problemáticas únicas em desenvolvimento de pessoas (alto turnover, grande massa de trabalhadores, baixa instrução etc.), algumas notáveis tentativas em aprendizagem organizacional já há alguns anos surgem como referências nacionais e internacionais.

Diante disso, a aprendizagem individual dentro do contexto empresarial leva às pessoas mais oportunidades de contribuir ao negócio, com ações que visam ampliação de visão, autoconhecimento, conhecimento técnico e formação de novas habilidades. Os responsáveis por esse investimento são os líderes, mas essa gestão usualmente está concentrada nas mãos das divisões de Treinamento & Desenvolvimento, que ganharam novos nomes nos últimos anos, como Gestão de Talentos ou Desenvolvimento Organizacional. Independentemente de como se chamam, essas áreas centralizam as ações de desenvolvimento de pessoas dentro das empresas e, com novas responsabilidades e status dentro da estrutura organizacional, têm passado também por grandes transformações.

Dentre as mais importantes, está a profissionalização da divisão de T&D, na qual a área passa a ser vista como um verdadeiro negócio dentro da empresa, responsável por atuar estrategicamente, executar ações e medir impactos. As Universidades Corporativas autogeridas, com braços de prospecção de recursos e relativa autonomia, são o extremo dessa mudança – mesmo que muito menos presentes e atuantes no varejo do que em segmentos como farma e financeiro. Uma exceção é a Universidade do Hambúrguer, do McDonald’s, com quase 50 anos de história e investimentos de US$ 7 milhões só no Brasil. No cenário do varejo nacional, alternativas às Universidades Corporativas surgem com mais frequência. A TV Luiza, canal de comunicação que une as lojas do Magazine Luiza, é uma das maiores TVs Corporativas do Brasil, com ações contínuas de desenvolvimento e alinhamento da rede.

Com novas exigências dentro das empresas, as divisões de T&D transformam-se nos mais diferentes níveis organizacionais:

1) Nível Estratégico: Alinhamento.

O primeiro nível, com certeza, é a aproximação sólida da área às estratégias organizacionais, fazendo com que ela mude seu status de área de apoio e atue alinhada às expectativas de crescimento do negócio. Novas competências são aqui exigidas, como visão ampliada do segmento de varejo (transformação no que as pessoas aprendem hoje) e antecipação a tendências de mercado (transformação no que as pessoas aprenderão no futuro).

2) Nível Tático: Aprimoramento.
O desafio de reinventar a gestão do desenvolvimento está em abrir espaço para novos canais e formatos de aprendizagem, ultrapassando as barreiras do ceticismo diante de alternativas menos conservadoras de aprendizagem. A inovação tecnológica e as novas gerações possibilitam que a divisão de T&D das empresas utilize Ensino à Distância, programas de relacionamento com colaboradores, redes sociais e as mais diferentes formas de mídia para capacitar e desenvolver pessoas.

3) Nível Operacional: Entrega.
Garantir eficiência no desenvolvimento está cada vez mais relacionado a gerar lucratividade e, para isso, saber medir o impacto das ações de treinamento torna-se crucial. O segmento de varejo do Itaú-Unibanco desenvolveu uma medição própria de ROI (Retorno sobre Investimento) em treinamento, em que são mensuradas as vendas antes e depois do treinamento junto a aspectos relativos ao produto e às variáveis do negócio.

Mas é engano considerar que apenas números podem avaliar a contribuição da área de T&D na empresa. Alternativas para medição de impacto, como análises qualitativas, satisfação do cliente etc., podem trazer à empresa uma dimensão importante sobre o impacto das ações de treinamento.

A partir dos pontos levantados, é possível imaginar que essa transformação não apenas vai afetar a divisão de T&D (como área dentro da empresa), mas também as pessoas que trabalham com desenvolvimento. Como deve ser o novo perfil desse profissional e o que difere daquele que temos hoje nas nossas divisões de T&D?



Daniel Maganha, Gerente de Projetos T&D da GS&MD – Gouvêa de Souza

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

9o. TURHOTEL será realizado de 30/11 a 1/12 no Minascentro - A ABIH MG




A ABIH MG promove junto com a SETUR - Secretaria de Turismo do Estado de Minas Gerais - a nona edição do Turhotel em BH, que será dedicada ao conhecimento e à inovação do setor hoteleiro.

Dando o ponta-pé inicial para a Copa 2014, a ABIH mineira, mais uma vez, sai à frente do país na capacitação e qualificação da hotelaria, dedicando este evento à apresentação de todos os cursos e treinamentos, disponíveis no estado, para o setor. Serão realizadas palestras sobre temas relevantes; worshops sobre gestão com os hoteleiros, oficinas para demonstração de cursos. Nos estandes estarão todas as escolas, institutos e faculdades que tenham cursos na área, além de empresas de consultoria e de serviços voltados para o setor hoteleiro. O público alvo, além do pessoal já empregado na hotelaria, serão os estudantes, já que, nos próximos anos serão abertas mais de 2 mil vagas em hotéis, só em BH e haverá falta de mão-de-obra especializada. Um evento deste tipo é inédito no pais, já que as feiras usuais são voltadas para a comercialização de produtos.

No dia 30/11/2010, estarei ministrando, as 16:00 horas, a Palestra: "Excelência em Atendimento: Criando Uma Cultura de Atendimento Para a Sua Empresa".
Contamos com a sua presença.

José Luciano Silveira Furtado

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Termina o Curso de Vendas da 1º Turma da PORT Informática.


A FATEC – Comércio, através do Prof. José Luciano Silveira Furtado) - Fleury Furtado Gestão e Marketing Ltda., vem ministrando o curso: “Técnicas de Vendas” para todos os 50 atendentes das 3 lojas de Belo Horizonte e uma de Betim, nos dias 13, 20, 27/11 e 04/12/2010, com absoluto sucesso. Os colaboradores foram divididos em 2 turmas, que estarão discutindo nestes dias, através de aula expositiva e dinâmicas, elaboradas, especialmente para a empresa, as mais novas técnicas aplicadas às vendas. A primeira turma (foto), concluiu com êxito, esta etapa do treinamento.

Todos os Caixas Têm de Ser Mau Humorados?

Está se tornando uma constante, no comércio de Belo Horizonte, o mau humor dos (as) atendentes de caixa.

Deixei de frequentar um supermercado, do qual era cliente há 4 anos, pelo mau humor e a cara fechada das caixas, na hora de fazer o checkout. E isto aconteceu, porque eu reclamei com a empresa e nada mudou.

O que estará acontecendo?

Outro exemplo: no sábado passado, às 8:00 horas da manhã, entrei numa grande rede de drogarias de Belo Horizonte, pretendendo comprar uns bombons, para um curso que estava ministrando. Era o único cliente da loja, naquele horário. Fui para o lugar demarcado para a fila do caixa e fiquei aguardando que uma das duas atendentes, que estavam num papo super animado sobre a vida de uma terceira pessoa, me desse o sinal de: “caixa livre”. Como, depois de certo tempo, vi que não seria chamado, abordei as caixas, perguntando qual poderia me atender. Uma delas, sem interromper a animada conversa, estendeu a mão e pegou a minha cestinha. Num mesmo gesto, ainda sem interromper o papo, vez por outra atravessado por uma gargalhada, pegou automaticamente o meu cartão de crédito e passou na máquina, como débito. Neste momento, não conseguindo disfarçar o meu descontentamento, pedi desculpa por estar sendo tão indelicado, e disse que gostaria que elas dessem uma pausa na conversa, para prestar atenção no que estavam fazendo. As gargalhadas cessaram instantaneamente e, na mesma hora, o mau humor (tão meu conhecido) se instalou em seus rostos. Paguei e saí, prometendo a mim mesmo, nunca mais voltar àquela filial.

Me pergunto novamente, o que estará acontecendo?

Será que as condições de trabalho da profissão são ruins? Acredito que não, pois conheço pessoas que ganham a vida com trabalhos muito mais desgastantes e nem por isto perdem o bom humor.

Seria o salário? Também acho que não, pois salário é consequência do trabalho. Bom trabalho, bom salário.

Seria falta de treinamento? Só me restou esta alternativa. Parece-me que: os empresários estão preocupados em treinar sua equipe de vendas para o bom atendimento e, seus caixas, apenas, para as funções de crédito e cobrança. Parece que ninguém falou ainda, para estes profissionais que o bom atendimento é prestado por toda a equipe e a falta de um sorriso ou atenção, na hora do pagamento (talvez a etapa mais delicada de todo o processo de venda) , pode por a perder todo o esforço despedido pela equipe, no encantamento do cliente.

Senhores empresários, treinem seus caixas, pois, sua empresa pode estar perdendo, até, 96% dos clientes insatisfeitos, que não reclamam e não voltam, sem saber. Mas estes clientes sabem e, estão no mercado, divulgando seu mau atendimento, expresso pelo mau humor dos seus caixas.

José Luciano Silveira Furtado

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

terça-feira, 23 de novembro de 2010

O Treinamento Vira Educação

Segundo dados da ABTD, em 2007 o Brasil alcançou os patamares norte-americanos de investimento em treinamento de colaboradores nas organizações. Foram, naquele ano, em média US$ 820 per capita – um grande avanço nos números nacionais (que eram menos da metade quatro anos antes), mesmo que mal distribuídos entre empresas que investem muito em seus funcionários e aquelas que não priorizam esse tipo de desenvolvimento dos seus recursos humanos.

Entretanto, no Brasil apenas 14% do treinamento corporativo é realizado virtualmente, enquanto que a média norte-americana é de 29% (nas melhores empresas para se trabalhar nos EUA a média é de 44%). Essa priorização do treinamento presencial dos brasileiros camufla, em grande medida, os números anteriormente apresentados. Para se realizar um evento presencial, o gasto logístico (principalmente em um país com proporções continentais tal como o nosso) supera muitas vezes o investimento direto no treinamento em si. Ou seja, muitas vezes custa mais caro deslocar/acomodar/alimentar pessoas para um treinamento do que estrategicamente desenvolver e aplicar um conteúdo.

Nessa lógica, há uma conclusão óbvia: mesmo que as empresas daqui gastem tanto quando as norte-americanas para treinar pessoas, possivelmente a bagagem de treinamentos e/ou os momentos de desenvolvimento do capital humano no Brasil são menores.

Mas o que faz os brasileiros serem alvos tão desprivilegiados das ações de e-learning? Não somos uma das nações com recordes de acesso à Internet, tempo online, profiles em redes sociais...? Por que há essa dissonância em treinamentos virtuais em um país com tamanha vocação digital?

Os defensores dos eventos presenciais contrários ao e-learning hasteiam a bandeira da motivação e do contato humano no treinamento. Nada tira deles esses argumentos: “treinamentos de sala são grandes responsáveis por alinhamentos de postura e garantem um engajamento diferenciado do colaborador com relação à empresa, ao conteúdo e aos seus compromissos profissionais”. E eles estão certos – mas, será que não existem mais alternativas em ações de treinamento? Será que existem formas de passar conteúdos sem gastar tanto dinheiro com logística? O e-learning tentou atender lacunas de treinamento como essas, mas tem fracassado no Brasil, enquanto que funciona em outros países – por quê?

Uma primeira resposta a essas perguntas questiona a cultura nacional, ‘que ainda não estaria pronta/madura’ para esse novo formato de aprendizagem. Entretanto, essa visão é facilmente refutada como principal motivo para o fracasso do e-learning pelo fato de sermos um dos maiores usuários da Internet. Mas, então, qual seria uma explicação?

Uma tentativa de entender esse cenário é analisar o formato de aprendizagem dos processos de e-learning e relacioná-las ao público que mais a consome e consumirá – ou seja, os jovens. Aqueles que têm hoje até 25 a 28 anos são bem menos tolerantes às chatices do e-learning (coisa que os mais ‘velhos’ podem até concordar, mas têm uma tendência de se subordinar mais a essa ferramenta do que os integrantes das novas gerações). Esse novo e jovem consumidor de treinamento à distância absorve a informação de forma mais rápida e simultânea, esperando feedbacks imediatos às suas altas ansiedades e exigindo fazer parte daquele processo de aprendizado. Além disso, acessa informação sob demanda, e não sob uma lógica estruturada de pensamento, o que faz com que o conhecimento esteja acondicionado muitas vezes em pílulas acionadas por uma necessidade momentânea (muitas vezes, até uma simples curiosidade).

Nesse ponto é que o formato formal do e-learning entra em colapso: para esse novo público que invade as empresas, treinamento à distância é pouco. Eles querem se divertir, se comunicar, fazer parte do sistema de aprendizado empresarial – o que se choca diretamente com os antiquados e tradicionais formatos de sala. O treinamento transforma-se em um sistema educacional no qual se desenha um processo de aprendizagem, e não um simples conteúdo programático.

O fato é que, mesmo com números mundialmente equilibrados, o caso brasileiro em treinamento de pessoas nas organizações sofre de um crônico vício já superado por outros países: o formato de aprendizagem. Ainda não conseguimos criar um formato de ensino à distância que tenha fácil penetração nos jovens públicos das empresas. E, nesse momento, nos sobram algumas perguntam importantes: Quem são os responsáveis nas empresas e consultorias pelo desenvolvimento dessa Educação Corporativa altamente interativa e multiformatada? Como estruturar um programa de aprendizagem não apenas com frentes de treinamento presencial, mas com suportes de e-learning e, por que não, ações de marketing e endomarketing, comunicação cooperativa, integração entre áreas e inter áreas? E, mais do que isso: As empresas no Brasil e suas áreas de RH/treinamento estão preparadas para essas novas exigências? Chegou a hora de quebrarmos alguns paradigmas e começarmos a fazer diferente o que não sabemos mais fazer.


Daniel Maganha, gerente de projetos de T&D da GS&MD