domingo, 12 de dezembro de 2010

O Natal mais democrático, caro - e endividado - da história

Pela primeira vez, brasileiros de diferentes faixas de renda podem comprar produtos
similares nas lojas. Mas até que ponto essa conquista é sustentável?
O aposentado Vicente Nunes, de 74 anos, tem uma renda mensal de 1.200 reais e
acaba de se presentear neste Natal com uma TV de LED de 32 polegadas que custa 2.700 reais. O
chefe de pizzaria Evanildo Damaceno de Souza, de 27 anos, utilizou parte de seu salário de 4.000
reais para comprar um refrigerador de 2.100 reais. Já a bacharel em Direito Andrea de Faria, de 23
anos, não trabalha e pertence a uma família de classe média alta, com renda superior a 10.000
reais. Entre suas compras de fim de ano está o iPad, o desejado tablet da Apple, que lhe custou
2.336 reais à vista. Se, na prática, os três têm pouco em comum, seu padrão consumo não deixa de
ter ligação. Em um Brasil de crédito abundante, salários em ascensão e maior estabilidade no
emprego, consumidores se entregam a extravagâncias. Muitos entrarão em 2011 às voltas com
dívidas que talvez não possam administrar.
Um estudo do Provar sobre intenções de compra de brasileiros das classes A, B, C e D no Natal
traz números reveladores. Em todas as faixas de renda, o desejo de adquirir aparelhos celulares,
sobretudo smartphones, é igual – próxima a 10%. Em relação aos eletroeletrônicos, cerca de 13%
dos entrevistados da classe D declararam interesse em obter tais produtos neste final de ano. Nos
segmentos B e C, essa proporção era de, respectivamente, 17% e 10%. "As pessoas estão fazendo
o possível para comprar lançamentos de eletroeletrônicos, parcelando tudo no cartão de crédito.
Poucos produtos, como a TV 3D, por exemplo, ainda não são acessíveis às classes C e D", afirma
Ana Caroline Fernandes, coordenadora do Grupo de Prevenção de Perdas do Provar, o Programa
de Administração de Varejo da Fundação Instituto de Administração (FIA).
A ascensão da classe C – segmento que, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), compreende
os indivíduos com renda entre 1.200 e 4.800 reais – ao mundo do consumo já não é propriamente
uma novidade. São 30 milhões de brasileiros que, nos últimos anos, saíram da pobreza e agora
podem comprar bens e serviços além da subsistência. Ao crescimento da renda, contudo, cresce
também o grau de endividamento da população - e dessa parcela, em especial. Segundo dados do
Índice de Expectativas das Famílias (IEF), divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
(Ipea), o valor médio da dívida das famílias aumentou 11% em novembro sobre o mês anterior,
passando a 4.680 reais.
Vicente Nunes, que comprometeu mais do que o dobro de sua renda mensal com a TV de LED, é
exemplo disso. Ele parcelou o produto em três pagamentos de 900 reais, dos quais pagará apenas
metade. "Meu filho irá quitar o restante. Preciso economizar para reformar a casa", afirma o
aposentado. Ainda que pague parcelas de 450 reais, compromete nada menos que 37% de seu
orçamento só com a TV.
Crédito farto – Recorrer ao crédito para realizar os desejos de consumo não é algo recriminável.
Ao contrário. Brasileiros sempre precisaram, em sua maioria, financiar imóveis, automóveis e outros
produtos de alto valor. Para bens mais baratos, o cheque pré-datado reinava antes do surgimento
do cartão de crédito. "O problema é que, agora, muitos brasileiros somam o crédito à sua renda
real. E só se consideram endividados quanto o salário não é suficiente para pagar as parcelas",
afirma Keyler Carvalho, professor de finanças da Faculdade de Economia, Administração e
Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP).
A busca por crédito cresceu 6,2% e bateu novo recorde em novembro, segundo a Serasa Experian.
Entre os consumidores com remuneração próxima a 500 reais, a expansão foi ainda maior: 8,6%
em relação a outubro. Foi justamente o crédito que moveu o chefe de pizzaria Evanildo Damaceno
de Souza a comprometer parte de seu orçamento para pagar o refrigerador de duas portas. Com
salário de 4.000 reais, ele dividiu a compra em seis parcelas de 350 reais e afirma que, apesar do
presentão, está gastando menos neste Natal. "Meu bolso está mais fechado", garante.
Perspectiva de mudança – O próximo ano, contudo, pode trazer mudanças importantes. As
medidas anunciadas em dezembro pelo Banco Central com o objetivo de desestimular o mercado
de crédito e o consumo, na esperança de reduzir a inflação – que acumula alta de 5,25% no ano –
poderão frear momentaneamente a vontade (e a possibilidade) de comprar dos brasileiros. O
aumento do valor do pagamento mínimo do cartão de crédito de 10% para 15% do total da fatura
também vai nessa direção.
Entretanto, o perfil de consumo nem sempre consciente e a pouca disposição para poupança
parecem, de fato, ter sido instaurado na cultura da classe ascendente. "É preciso educação
financeira; coisa que o brasileiro não tem. Enquanto ele não tiver essa consciência do que é a
renda e o que é o crédito, continuará vivendo para pagar juros e não irá poupar", afirma Carvalho.

Ana Clara Costa, de São Paulo - 
http://exame.abril.com.br/noticia/o-natal-mais-democratico-caro-... 12/12/10 17:13

sábado, 11 de dezembro de 2010

É Preferível Perder a Venda, do Que o Cliente

É preciso, com urgência, mudar o foco das vendas do produto para o cliente e as necessidades dele, principalmente em relação à fidelização e satisfação. Esse foi um dos principais conselhos que cerca de quarenta comerciários e quatro empresários receberam durante o curso de Técnicas de Vendas, que a CDL-Betim ofereceu de 8 a 11 de novembro em sua sede.
O instrutor é um expert parceiro da entidade lojista desde 2006: José Luciano Furtado.

Ele é MBA em Gestão Estratégica de Varejo e professor da Faculdade de Tecnologia do Comércio (Fatec), em Belo Horizonte, além de consultor do Sebrae-MG e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).
“Hoje a oferta está maior que a procura e, por isso, temos que trabalhar em cima do relacionamento com o cliente”, afirma o expert em Técnicas de Vendas. 

“É preferível perder a venda que perder um cliente a longo prazo”. Essa foi uma das recomendações dadas na parte expositiva do curso, que incluiu exercícios simulados de planejamento de vendas. 
Não é à toa que uma das mensagens que a Peça A Loja – que a CDL-Betim apresentou na cidade no dia 28 de outubro deste ano – deixa que a ética ajuda a fidelizar clientes.
Na outra parte do treinamento, os participantes formaram grupos. Cada agremiação recebeu o mesmo produto e teve que vendê-lo aos demais, que agiam como consumidores exigentes. “O grupo que consegue estabelecer mais valor para o produto acaba ganhando”, conta José Luciano. 

“Dessa maneira, fica claro para todos que o diferencial competitivo é o atendimento”.
O professor contou que os participantes do curso da CDL-Betim foram excelentes e muito interessados. José Luciano destacou o fato de quatro empresários também terem participado do curso, além de suas equipes de vendas. De acordo com ele, isso é o ideal.
“Muitas vezes os vendedores saem daqui com novas ideias, mas não conseguem colocar todas em prática”, explica o MBA. 

“O chefe, sabendo dessas ideias e onde elas se baseiam, pode facilitar muitas coisas”.
“É preferível perder a venda do que um cliente a longo prazo”
Em curso da CDL-Betim, especialista recomenda: "o lucro deve vir da satisfação plena do consumidor".



Jornal da CDL - Betim; dez/2010
www.cdlbetim.com.br

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Planejar é Preciso

Em 1886, um alemão de nome Daimler, na tentativa de convencer seus colegas de trabalho sobre a viabilidade de investir em um novo negócio (automóveis), previu de maneira otimista o potencial de consumo desse produto em 1 milhão de unidades. Em 1997, segundo a The economist, era cerca de 600 milhões o total de automóveis circulando pelo mundo! Uma rápida nota: Daimler, mais tarde, associou-se ao Senhor Benz e, juntos, fundaram a Mercedes-Benz. Claro, venderam bem mais que o 1 milhão imaginado.

O erro – saudável – do Senhor Daimler é entendido por uma época na qual a informação e o conhecimento circulavam a uma velocidade infinitamente menor que hoje. Atualmente, uma projeção “furada” como essa seria, para ser coerente com o negócio de transportes, atropelada pela concorrência.

Assim será o futuro: cada vez mais cheio de surpresas e fatos inesperados, mas para os quais nós devemos estar preparados. Nos EUA, existem algumas pesquisas que sinalizam o pequeno comprometimento das pessoas (40%) em analisar, conhecer e pesquisar o ambiente no qual se encontram. Algo como “olhar a vida da porta da rua para fora”. Desses 40%, apenas 30% analisa as perspectivas desse ambiente no médio e longo prazos. Logo, temos a seguinte equação:
(40% x 30%) = 12%

Ou seja, apenas 12% das pessoas, nos EUA, dedicam parte de seu tempo para pensar sobre o que vem por aí. Não acho que as coisas sejam muito diferentes no Brasil. Muito pelo contrário. Em um país imediatista (em parte, por necessidade), no qual as pessoas estão mais preocupadas com o fim do mês que com o fim do ano, a próxima década ou o fim dos tempos, esses porcentuais devem ser bem menores.

Jim Collins, em recente entrevista à revista Veja, afirmou: “Existem várias forças que contribuem para a instabilidade. O mundo está mais complexo e interdependente. As empresas não são as únicas forças globalizantes... Temos ainda a marcha contínua da mudança tecnológica na medicina, na eletrônica, na bioengenharia, na computação, criando coisas que nem imaginamos...”.

De maneira geral, classifico em cinco as grandes forças que estão afetando o nosso mundo:
Tecnológica.
Política.
Econômica.
Sociocultural.
Conhecimento.

Júlio Clebsch
Gerente editorial da revista Liderança
julio@lideraonline.com.br

SER PROFESSOR, SER PROFESSORA - Carta da Diretoria do Izabela Hendrix, pelo assassinato do Prof. Kássio Vinícius Castro Gomes

O que leva um rapaz ou moça a escolher a carreira de professor?  Certamente a ambição de ser rico, de ter uma vida de luxo, de abastança, não é? Não!, não é isto que move o desejo de ser professor ou professora.
Ser professor ou professora é acreditar na humanidade, é gostar das pessoas, é querer vê-las crescendo, amadurecendo, evoluindo, convivendo para o pleno exercício da vida social, da cidadania. 
Ser professora ou professor é a alegria de compartilhar o conhecimento, de discutir com seus alunos os valores da existência, do preparo para a vida, de ver brotar sentimentos de justiça, de solidariedade, de fraternidade, de companheirismo, de amizade. 
Ser professor ou professora é, muitas vezes, completar os laços da família, é ser paizão ou mãezona dos alunos, quando alguns se desencorajam, fraquejam com as lutas da vida e as dificuldades de se buscar um espaço digno de trabalho na sociedade, ou mesmo ser disciplinador em momentos de manifesta imaturidade. 
Ser professora ou professor é estar na frente de luta pela consciência da realidade social, no esforço de ajudar as pessoas a se formar, a se construir, e que, coletivamente, contribuam para uma sociedade melhor.
Kássio Vinícius Castro Gomes, em pleno exercício de seu ministério social — mochila nas costas, um montão de provas recém aplicadas, a conferir o seu próprio trabalho — é atingido pela faceta mais sombria que oprime o ser humano e sua humanidade: o ódio, a intolerância, o menosprezo da convivência pacífica, o desrespeito à vida, ceifando de nosso convívio um soldado da cidadania.
Perdemos nosso querido colega, mas este ato violento não nos ceifará a consciência da dignidade, da cidadania engajada, da nossa crença nos valores mais sublimes da humanidade.  Continuamos no nosso mister, de uma comunidade que aprende a aprender, que crê na inclusão de todas as pessoas no processo de vida comunitária em que prevaleçam a justiça, a solidariedade e a fraternidade.


É nisto que cremos e por isso continuamos nossa luta...

Belo Horizonte, 08.12.10



Davi Ferreira Barros                             Márcio de Moraes
Reitor                                                    Diretor Geral

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Telefonia Móvel - Relacionamento Zero

Na semana passada venceu meu contrato com a operadora VIVO, da qual sou cliente há mais de 5 anos. Procurei sua loja, na Praça da Savassi, para saber o que eles tinham a me oferecer, para que não migrasse para a TIM, já que, toda a minha família, esposa, filhas e genros, haviam migrado.
Disseram que eu não teria nenhuma oferta, exceto os planos vingentes.
Como a resposta foi negativa e a TIM ofereceu propostas tentadoras, fui à sua loja, que fica ao lado, e pedi a minha portabilidade. Assim que a atendente da TIM, apertou o botão do computador confirmando a portabilidade, recebi uma mensagem da VIVO, pelo celular, falando que não queriam me perder e solicitando que ligasse para o setor de relacionamento. Assim o fiz. A atendente me ofereceu 25% de desconto nas minhas tarifas, além de um aparelho. Perguntei porque não me ofereceram quando fui renovar o contrato. Ela disse que: só oferecem estas vantagens, para o cliente que cumprir a promessa de migração e que, os atendentes da loja, não têm esta informação. Expliquei que a empresa tinha acabado de perder um cliente, fiel há 5 anos, além da sua família, num total de 6 assinantes, pois já havia assumido um compromisso com a concorrente e não voltaria atrás na minha decisão. Agradeci e desliguei o telefone.
Até quando estas empresas vão perder dinheiro, neste turnover de clientes? Será que, para eles, é mais vantajoso aplicar dinheiro em promoções para atrair novos clientes, do que no relacionamento com seus clientes antigos?
Se existe algum tipo de vantagem nesta estratégia, gostaria de saber, pois quem sabe está surgindo uma nova teoria de Marketing, que ainda não ouvi falar!

 José Luciano Silveira Furtado

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Shoppings, lá vamos nós - Revista Viver Brasil

Ampliações, novos empreendimentos, lojas e momento favorável da economia devem levar uma multidão aos centros de compras da capital mineira neste final de ano

Texto: Ana Arsênio e Renata Galdino | Fotos: Pedro Vilela e Daniel de Cerqueira

Este pode ser o Natal mais gordo dos últimos anos para os shoppings mineiros. Economia aquecida, aumento da massa salarial, praticidade, horário flexível e ampliações dos espaços e do mix de produtos são as apostas dos empreendimentos para vender até 40% a mais comparado ao mesmo período de 2009. Para atrair os clientes, os shoppings da capital não economizaram nas campanhas promocionais e na decoração. A expectativa é de que o fluxo de clientes tenha alta de até 32% nestes centros comerciais durante o período natalino. E a aposta foi alta, principalmente com os sorteios de prêmios: mais de 8,3 milhões de reais investidos pelos principais shoppings.
O BH Shopping é um exemplo dos que não pouparam no investimento: 2,4 milhões de reais, o maior feito pelos centros de compra da capital. O montante, no qual estão incluídos os valores da decoração do espaço, divulgação na mídia e premiações, representa 400 mil reais a mais que o aplicado em 2009, quando o shopping comemorou 30 anos. A quinta expansão, inaugurada no final de setembro, é outra aposta. O acréscimo de 80 novas lojas deve, de acordo com o superintendente, Durleno Rezende, elevar as vendas de Natal em até 40% em comparação ao ano passado. O fluxo de pessoas neste período deve ter alta de 20%. “Além do momento econômico favorável, nossa recente expansão já apresenta ótimos resultados de venda e tráfego. Não há dúvida de que o varejo terá um Natal inigualável”, afirma. A partir do dia 26 de novembro, o shopping terá o horário de funcionamento ampliado para receber os clientes.


A premiação do BH Shopping também promete levar milhares de pessoas às compras. Nada menos do que cinco carros BMW 320i, no valor de 114 mil reais cada, serão sorteados até 26 de dezembro. A decoração do espaço é outra aposta para atrair consumidores. E ela promete não somente agradar às crianças (que adoram tirar fotos ao lado do Papai Noel) como também aos adultos. Assinada pelo Studio Conceição Cipolatti e com o tema Papai Noel pelo Mundo, traz papais noéis em tamanho natural representando o Bom Velhinho das culturas da Alemanha, Inglaterra, Europa Medieval, América do Norte, Turquia, Rússia, Noruega e Brasil. Ao lado deles, um livro eletrônico conta a história da figura mais amada das festas de final de ano em seu país ou continente de origem. “Escolhemos uma decoração que mostra a cultura do Natal ao redor do mundo, explorando a diversidade e a riqueza desta que é uma das maiores festas do mundo”, diz a gerente de marketing do BH Shopping, Lívia Paolucci.
Sérgio Magalhães: números não surpreendem


Em seu primeiro ano de atuação em Belo Horizonte, o Boulevard Shopping também não economizou e investiu 1,5 milhão de reais na campanha de Natal. Aproveitando a inauguração recente, que está atraindo cerca de 50 mil pessoas diariamente ao local, a previsão, com a proximidade do Natal, é de um acréscimo de 15% no público durante a semana e de 20% nos sábados e domingos. “Os números não surpreendem, pois havia grande expectativa em relação à chegada do shopping”, afirma o superintendente do empreendimento, Sérgio Magalhães. Para quem fizer compras no Boulevard, cupons para concorrer a três carros importados: um Minicooper Chilli, uma BMW 320i e uma Mercedes 180 K, nos dias 10, 17 e 24 de dezembro. “A decoração faz uma homenagem aos mineiros, bem ao estilo barroco. Sabemos que muitas pessoas vão aos shop­pings para apreciar a decoração e aproveitam para fazer compras”, diz a gerente de marketing Carolina Galhanone.
Papai Noel no Boulevard Shopping


A aposta do Shopping Cidade, no centro, está sendo a campanha Amigo Oculto Virtual. Com investimentos de 500 mil reais (no ano passado foram 380 mil), a superintendente do local, Luciane Starling, pretende promover o maior amigo oculto da cidade. “Este é o verdadeiro espírito de Natal”, afirma. Para participar, o internauta se cadastra no hot site da campanha do Shopping Cidade até 9 de dezembro. Neste dia, serão sorteadas duplas que irão para um ranking. Nelas poderão votar os internautas de qualquer lugar. A proposta é que essas pessoas não sejam conhecidas, promovendo a amizade entre elas. Os que receberem mais votos serão premiados nas lojas indicadas pela administração do shopping. “Serão viagens, óculos, bonés, calçados, roupas. Uma infinidade de prêmios”, diz Luciane Starling. Já os clientes reais concorrem a três carros da Fiat a cada 300 reais em compras. Mesmo com o espaço físico em obras – a expansão do shopping prossegue até o próximo ano –, a administração não deixou por menos na decoração. “É pop art, bem alegre e jovem, nos tons do verão”, conta.
Enfeites de natal no BH Shopping


Comemorando a ampliação do shopping com 14 novas lojas, o Pátio Savassi trouxe o tema Flores Flashion e investimentos de 923 mil reais para a campanha natalina, montante 7,9% maior que em 2009. Segundo Rejane Duarte, gerente de marketing do Pátio, o fim do ano deve proporcionar aumento de 9% no fluxo de pessoas em relação a 2009. A previsão é que as vendas sigam o ritmo e fechem o período registrando expansão de 15% no comparativo com o ano passado. Diariamente, os clientes estão concorrendo a um notebook e, no dia 30 de dezembro, a dois carros importados. “A melhoria na infraestrutura e os prêmios são a grande aposta deste Natal”, afirma Rejane Duarte.
Sílvia Veiga:  “Os shoppings oferecem segurança”


Também na região Centro-Sul da capital, o DiamondMall, no bairro de Lourdes, espera vender 20% a mais que o Natal de 2009 e receber 5% a mais de clientes. Para isso, 1,5 milhão de reais foi investido na campanha de marketing com o sorteio de dois Freelander Sport, da Land Rover, e mais quatro vale-compras de 20 mil reais. A gerente de marketing do Diamond, Flávia Louzada, também incrementou na decoração e destaca apresentações gratuitas de corais natalinos. “Pensamos em agradar aos clientes de todas as formas: com ótimas promoções, decoração incrível e uma programação que tem tudo a ver com o Natal”, diz. Os corais estão se apresentando nas quartas-feiras, às 19h30. No dia 1º de dezembro, está agendado o Coral Khronos. Nos dias 8 e 15, respectivamente, os corais Imprensa Oficial e do Hemominas.
Bh Shopping: previsão de aumentar o fluxo de clientes em 20%


FRASE: “A melhoria na infraestrutura e os prêmios são a grande aposta deste Natal” Rejane Duarte
Bastante otimista com as vendas também está a gerente de marketing do Minas Shopping, na região Nordeste de Belo Horizonte, Lucy Jardim. A expectativa é de crescimento de 32% no fluxo de pessoas na casa, saltando de 30 mil registrado nos dias normais para 70 mil no período do Natal. Os lojistas esperam vender 25% a mais que no Natal de 2009. Para atrair clientes, a campanha promocional do Minas Shopping recebeu investimentos de 800 mil reais, mesmo valor do ano passado. Os 34 notebooks sorteados diariamente até 24 de dezembro são o principal atrativo. “A premiação foi definida a partir de pesquisa realizada com o próprio consumidor pelo Setor de Atendimento ao Cliente (SAC), que apontou preferir vários prêmios para ter mais chance de ganhar”, explica Lucy Jardim.
Luciane Starling: “É bem alegre, jovem


Na decoração, o shop­ping trouxe ambientação resgatando o clima bucólico da data, com troncos de madeira, ramos e galhos secos. Com o tema Natal Camponês, o cenário de 170 metros quadrados apresenta trenós, renas e carriolas no meio de um bosque de pinheiros. A decoração externa também chama a atenção. Durante o dia, estrelas aparecerão verdes com faixas vermelhas. Já à noite, elas serão iluminadas com microlâmpadas.
Na região Noroeste de Belo Horizonte, o Natal Lollypop do Shopping Del Rey, voltado para o universo lúdico das crianças, deve registrar aumento de até 20% nas vendas e 5% de público, ante 2009. “Foram investidos 700 mil reais, 15% a mais que no ano passado, e estamos apostando no sorteio de um carro Xsara Picasso e prêmios instantâneos diariamente”, diz a coordenadora de marketing Andréa Fernandes. Na decoração, árvores, guirlandas e festões ganharam milhares de enfeites em forma de pirulitos, bonecos de biscoito e pão de mel. “Os pais levam as crianças e aproveitam para fazer as compras”, observa.
Carros que serão sorteados no DiamondMall


O Itaú Power Shopping, localizado no Cidade Industrial, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, também não poupou neste Natal. Foram investidos 900 mil reais em mídia, decoração e promoções. A cada 400 reais em compras, o consumidor ganha um cupom para participar do sorteio de um automóveil Kia Sorento. O ganhador será conhecido no dia 3 de janeiro. A administração do shopping espera crescimento de 20% nas vendas e 10% de público, comparados a 2009.
O otimismo nas vendas neste Natal também é compartilhado pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). Levantamento realizado pela entidade aponta que os 401 shoppings em operação no Brasil devem registrar aumento médio de 15% nas vendas para o Natal, em comparação ao mesmo período de 2009. “Enquanto o Brasil continuar crescendo, os shoppings apresentarão bons resultados”, afirma Luiz Fernando Veiga, presidente da Abrasce. A expectativa é baseada no acumulado janeiro/setembro de 2010, quando as vendas nos shoppings brasileiros aumentaram 14%.
A advogada Juliana Gaspar é frequentadora assídua de shoppings e nem se importaria se estes locais não oferecessem prêmios no Natal. Neste período, ela pretende engrossar as expectativas de aumento do fluxo e de vendas. “Tem lugar melhor para, no período de chuvas, você parar o carro no estacionamento e não se molhar?”, afirma. Além disso, a praticidade de terem praças de alimentação e várias lojas concentradas num mesmo local são atrativos para ela e o marido, o diretor da Net-BH, Carlos Valle. “Ele não gosta de tumulto. Por isso, procuramos sempre ir bem antes do Natal para comprar os presentes.”


Outro fator que vai levar Juliana aos shoppings neste final de ano é a oportunidade de comprar em lojas que vieram de São Paulo e do Rio de Janeiro, e que vendem produtos para a casa. “Morei muito tempo em Campinas (SP) e acostumei comprar nestas lojas. Com a ampliação de alguns shop­pings e inauguração de outros, como o Boulevard, várias delas vieram para Belo Horizonte”, observa a advogada. “Sem falar na decoração. Ela é sempre um atrativo para ir ao shopping no Natal”, diz.
A psicóloga Sílvia Veiga faz coro com Juliana Gaspar. “Os shoppings oferecem segurança, são práticos, têm horários flexíveis.” Sílvia comemora a chegada do Boulevard em outubro deste ano. “Agora bem pertinho de casa, vou fazer as compras por aqui mesmo”, revela a psicóloga.


BH Shopping:
  • Prêmios: 5 carros BMW 320i
  • Como concorrer: Um cupom a cada R$ 400 em compras (pagamento com cartão Mastercard dá direito a mais dois cupons)
  • Quando acontecem os sorteios: Um por semana até 26 de dezembro
Boulevard Shopping:
  • Prêmios: Três carros importados (um Minicooper Chilli, uma BMW 320i e uma Mercedes 180 K)
  • Como concorrer: Um cupom a cada R$ 400 em compras (quem pagar com cartões das bandeiras aceitas pela máquina da Cielo receberá um cupom extra) 
  • Quando acontecem os sorteios: 10, 17 e 24 de dezembro
DiamondMall:
  • Prêmios: Dois Freelander Sport e quatro vale-compras de R$ 20 mil
  • Como concorrer: Um cupom a cada R$ 400 em compras (mais dois cupons para quem pagar com cartões MasterCard) 
  • Quando acontecem os sorteios: 24 de dezembro
Itaú Power Shopping:
  • Prêmios: Um automóvel Kia Sorento
  • Como concorrer: A cada R$ 400 em compras efetuadas entre 31 de outubro e 2 de janeiro dá direito a um cupom. Se o cliente utilizar cartão Visa no pagamento receberá três cupons
  • Quando acontecem os sorteios: 3 de janeiro
Minas Shopping:
  • Prêmios: 34 notebooks
  • Como concorrer: Um cupom a cada R$ 300 em compras (mais três cupons para quem pagar as compras com cartões Visa)
  • Quando acontecem os sorteios: Um notebook por dia a partir do 1º. De 15 a 24, serão dois sorteios diários
Pátio Savassi:
  • Prêmios: Dois carros Hyundai ix35, um mini-notebook Sony Vaio 120 por dia
  • Como concorrer: Um cupom a cada R$ 400 reais em compras (mais três cupons utilizando cartão Mastercard)
  • Quando acontecem os sorteios: Os carros no dia 30 de dezembro
Shopping Cidade:
  • Prêmios: Um Fiat Uno, um Fiat Ideia, um Fiat Línea
  • Como concorrer: Um cupom a cada R$ 300 em compras (mais três cupons se o pagamento das compras for feito com a bandeira Visa)
  • Quando acontecem os sorteios: 24 e 31 de dezembro e 9 de janeiro
Shopping Del Rey:
  • Prêmios: Um carro Xsara Picasso e prêmios instantâneos (games para computador, porta-retrato digital, câmera aquática descartável, relógio de pulso, travesseiro de viagem, bolsa-toalha e almofadas)
  • Como concorrer: Dois cupons a cada R$ 250 em compras – um para concorrer ao carro e outro para os prêmios instantâneos (mais três cupons para quem pagar com cartões Mastercard)
  • Quando acontecem os sorteios: 24 de dezembro. Os prêmios instantâneos são diariamente

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Aprendizado Profissional no Varejo

É indiscutível o papel do aprendizado dentro das empresas. Na era digital, em que o acesso à informação está democratizado, o desenvolvimento das pessoas passa a ser preocupação constante das empresas que precisam inovar e se reinventar a todo o momento em um mercado competitivo. Mais do que tecnologia ou infraestrutura, o momento pede pensar diferente e, para isso, as pessoas ocupam cada vez mais o centro dos investimentos dessas empresas. Mesmo no varejo, segmento que traz em si problemáticas únicas em desenvolvimento de pessoas (alto turnover, grande massa de trabalhadores, baixa instrução etc.), algumas notáveis tentativas em aprendizagem organizacional já há alguns anos surgem como referências nacionais e internacionais.

Diante disso, a aprendizagem individual dentro do contexto empresarial leva às pessoas mais oportunidades de contribuir ao negócio, com ações que visam ampliação de visão, autoconhecimento, conhecimento técnico e formação de novas habilidades. Os responsáveis por esse investimento são os líderes, mas essa gestão usualmente está concentrada nas mãos das divisões de Treinamento & Desenvolvimento, que ganharam novos nomes nos últimos anos, como Gestão de Talentos ou Desenvolvimento Organizacional. Independentemente de como se chamam, essas áreas centralizam as ações de desenvolvimento de pessoas dentro das empresas e, com novas responsabilidades e status dentro da estrutura organizacional, têm passado também por grandes transformações.

Dentre as mais importantes, está a profissionalização da divisão de T&D, na qual a área passa a ser vista como um verdadeiro negócio dentro da empresa, responsável por atuar estrategicamente, executar ações e medir impactos. As Universidades Corporativas autogeridas, com braços de prospecção de recursos e relativa autonomia, são o extremo dessa mudança – mesmo que muito menos presentes e atuantes no varejo do que em segmentos como farma e financeiro. Uma exceção é a Universidade do Hambúrguer, do McDonald’s, com quase 50 anos de história e investimentos de US$ 7 milhões só no Brasil. No cenário do varejo nacional, alternativas às Universidades Corporativas surgem com mais frequência. A TV Luiza, canal de comunicação que une as lojas do Magazine Luiza, é uma das maiores TVs Corporativas do Brasil, com ações contínuas de desenvolvimento e alinhamento da rede.

Com novas exigências dentro das empresas, as divisões de T&D transformam-se nos mais diferentes níveis organizacionais:

1) Nível Estratégico: Alinhamento.

O primeiro nível, com certeza, é a aproximação sólida da área às estratégias organizacionais, fazendo com que ela mude seu status de área de apoio e atue alinhada às expectativas de crescimento do negócio. Novas competências são aqui exigidas, como visão ampliada do segmento de varejo (transformação no que as pessoas aprendem hoje) e antecipação a tendências de mercado (transformação no que as pessoas aprenderão no futuro).

2) Nível Tático: Aprimoramento.
O desafio de reinventar a gestão do desenvolvimento está em abrir espaço para novos canais e formatos de aprendizagem, ultrapassando as barreiras do ceticismo diante de alternativas menos conservadoras de aprendizagem. A inovação tecnológica e as novas gerações possibilitam que a divisão de T&D das empresas utilize Ensino à Distância, programas de relacionamento com colaboradores, redes sociais e as mais diferentes formas de mídia para capacitar e desenvolver pessoas.

3) Nível Operacional: Entrega.
Garantir eficiência no desenvolvimento está cada vez mais relacionado a gerar lucratividade e, para isso, saber medir o impacto das ações de treinamento torna-se crucial. O segmento de varejo do Itaú-Unibanco desenvolveu uma medição própria de ROI (Retorno sobre Investimento) em treinamento, em que são mensuradas as vendas antes e depois do treinamento junto a aspectos relativos ao produto e às variáveis do negócio.

Mas é engano considerar que apenas números podem avaliar a contribuição da área de T&D na empresa. Alternativas para medição de impacto, como análises qualitativas, satisfação do cliente etc., podem trazer à empresa uma dimensão importante sobre o impacto das ações de treinamento.

A partir dos pontos levantados, é possível imaginar que essa transformação não apenas vai afetar a divisão de T&D (como área dentro da empresa), mas também as pessoas que trabalham com desenvolvimento. Como deve ser o novo perfil desse profissional e o que difere daquele que temos hoje nas nossas divisões de T&D?



Daniel Maganha, Gerente de Projetos T&D da GS&MD – Gouvêa de Souza