Este Blog tem por finalidade a troca de informações sobre Gestão de Empresas e Marketing e também como contato para contratação de Cursos e Palestras nestas áreas, pelos consultores da Fleury Furtado - Gestão e Marketing Ltda.
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
52% dos e-consumidores são da classe C
- e-Commerce
- 20/12/2010 17:49
52% dos e-consumidores são da classe C - Ascensão de novos consumidores aquece o mercado no Natal
Lucas Carvalho, doRio de Janeiro - Os integrantes da classe C são os que mais compram produtos atráves do e-commerce, representando 52% desse mercado, segundo uma pesquisa realizada pela plataforma digital MoIP.
A classe D também aumentou sua participação no mercado, sendo 29% do total. Com a ascensão desses grupos, o mercado tornou-se mais acessível para todos, fazendo com que o Natal desse ano seja considerado o melhor dos últimos 10 para os comerciantes. Esse grupo de novos consumidores é formado principalmente por pessoas de faixa etária adulta, nascidos antes da internet, e por jovens da geração digital.
Websites corporativos se tornarão irrelevantes em 2011
- Perspectivas 2011
- 22/12/2010 14:24
Websites corporativos se tornarão irrelevantes em 2011, diz E.life
Estudo identificou oito importantes tendências para o ano que se aproxima
São Paulo - A mescla de uma crescente compreensão do potencial das mídias sociais por parte das empresas, as novas tecnologias e o ingresso massivo de adeptos ao mundo das redes sociais, além da expansão da banda larga e o próprio comportamento do internauta, indicam grandes transformações do mundo digital. Atenta a esse “movimento” constante, a e.life realizou um apanhado e identificou oito importantes tendências para o ano que se aproxima. Acompanhe um resumo de cada uma delas logo abaixo:
O começo do fim do Orkut?
Este ano o Orkut deixou de ser líder na Índia e a e.life acredita que em 2011 será a vez do Brasil de assistir o começo do êxodo dos usuários do Orkut para o Facebook. À medida que a plataforma de Zuckerberg avança no mundo, paralelo à crescente inclusão do Brasil em campanhas de marcas globais, mais consumidores se registarão no Facebook, levando em paralelo uma legião de amigos. O efeito será sentido pelo líder absoluto brasileiro nas redes sociais.
A ascensão do atendimento ao consumidor nas redes sociais
Na metade do ano 2000 áreas de atendimento das empresas viram o canal e-mail tornar-se um dos preferidos pelos consumidores. No início dessa nova década uma revolução nada silenciosa que começou com os blogs agora toma conta de cada pedaço do que se chamou mídia social. Milhões de brasileiros no próximo ano vão reclamar do banco, da companhia de telefone, do supermercado e de tantos outros serviços. A diferença é que no ano que vem muito mais empresas estarão “lá” para ouvi-los e atendê-los.
Marcas anunciam para os brasileiros no Twitter
Provavelmente já no segundo trimestre de 2011 agências brasileiras terão um novo desafio: criar microanúncios para o microblog que mais cresce no mundo. O Twitter ainda não revelou todos os detalhes de sua oferta de venda de publicidade. Entretanto, já se sabe que para cadastrar potenciais anunciantes, dois formatos estarão disponíveis: tweets patrocinados e trends patrocinados.
Websites irrelevantes
Com a migração das empresas para as redes sociais os sites corporativos e de produtos se tornarão cada vez mais irrelevantes e muitas empresas irão concentrar suas estratégias on-line em redes sociais mais populares – como Twitter e Facebook. A migração tornará mais fácil mensurar as estratégias digitais, mas em contrapartida as empresas precisarão estar mais dispostas ao diálogo. Caso contrário, crises nestes ambientes fechados serão mais frequentes. Algumas empresas não abandonarão seus sites corporativos, mas os tornarão mais conectados às redes sociais em 2011.
Insights em real time
As áreas de inteligência e as empresas de pesquisa de mercado irão finalmente descobrir as redes sociais, porém vão aprender rapidamente que elas requerem entregas de insights em tempo real, cada vez mais rápido. As redes sociais vão produzir um novo tipo de analista de mercado que precisará usar software que entregue insights em tempo real, como o e.life TweetMeter, por exemplo. Relatórios longos, de produção demorada e com periodicidades muito longas ficarão ultrapassados. A pesquisa precisará acompanhar o timing das redes sociais para entregar insights cada vez mais pontuais.
Foco maior no pré-compra
As empresas irão prestar mais atenção no comportamento de compra dos consumidores nas redes sociais, mapeando não apenas o pós-compra (a monitoraçao de buzz negativo), como acontece hoje, mas a intenção de compra da categoria ou de marcas. A monitoração da intenção de compra permitirá as empresas compreenderem quais os aspectos os consumidores mais valorizam na categoria, as percepções sobre cada marca e os influenciadores na decisão de compra (laços fortes, laços fracos, campanhas etc). Esta mudança de foco para o pré-compra criará, porém, a necessidade de associações de anunciantes e relacionamento com o consumidor produzirem um código de conduta para disciplinar a prospecção do consumidor nas redes sociais. Os dados de intenção de compra nas redes sociais também serão cruzados com outros dados, como vendas, visitas ao ponto de venda etc.
Fim das barreiras on-line/off-line
Algumas agências já derrubaram as paredes entre seus departamentos on-line e off-line. A mudança gerará uma onda de aquisições de agências on-line e a contratação de profissionais desta área vai crescer pelas agências tradicionais. Mas o mais importante será a chegada das redes sociais aos pontos de venda físicos. Aguarde desde a simples sinalização do Twitter oficial da empresa no ponto de venda a aplicativos que permitirão o relacionamento do consumidor quando ele estiver na loja física.
Agora somente com uma mão
Depois do touchscreen e o sucesso de smartphones e tablets, cada vez mais veremos dispositivos e ações com sensores de movimento. Desde aplicativos simples como web cam games, até ações mais sofisticadas utilizando tecnologias parecidas com o Kinect.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Baixa renda muda perfil de gastos no Natal
Roupas são presentes preferidos em todas as classes, mas eletrônicos se destacam para os emergentes
Rayane Marcolino, doRio de Janeiro - O comércio se anima com a chegada do Natal. Que as vendas de praticamente todos os setores aumenta é um fato histórico, mas se engana quem pensa que o crescimento da renda das classes mais baixas no país e o seu desejo por eletro-eletrônicos faz com que esses sejam os únicos produtos desejados. Nessa época em que muitas pessoas devem ser presenteadas, as roupas se destacam como os produtos mais vendidos.
“A classe A usa a roupa como forma de diferenciação. Mas para as classes D e E elas servem para que essas pessoas sejam aceitas em locais onde antes não eram”, afirma Renato Meirelles, Sócio Diretor do Data Popular. O instituto foi responsável por uma pesquisa que constatou que 83% das pessoas das classes D e E pretendem comprar roupa nesse fim de ano. Segundo outro estudo realizado pela GfK, envolvendo todas as classes, 56% dos brasileiros também comprarão produtos têxteis neste fim de ano.
Boa parte dos consumidores (39%) também pretende gastar mais em 2010 do que nos últimos três Natais. O valor médio é de R$ 364,00. Do total, 12% gastará até R$ 116,00, 13% de R$ 117,00 a R$ 232,00, 22%, de R$ 232,00 a R$ 580,00 e 16% acima de R$ 581,00. Boa parte desse dinheiro será gasto em lojas de departamentos e supermercados. Esses locais são os preferidos para 55% das pessoas por fazerem parte do dia a dia dos consumidores.
Brinquedos e eletrônicos aparecem logo depois das roupas
“As pessoas têm que ir aos supermercados toda semana, então fica mais fácil fazer as compras já ali”, afirma Antônio Perrella, Diretor de Atendimento a Clientes da GfK. Analisando por sexo, essas são as escolhas de 59% dos homens e 51% das mulheres. “Esse número é maior entre o sexo masculino porque eles preferem concentrar as suas compras”, conta Perrella. As lojas de rua aparecem em segundo lugar (17%) e são mais preferidas pelas mulheres (22%) do que pelos homens (12%).
Entre os outros produtos que serão cobiçados por todas as classes estão os brinquedos, com 25% das intenções de compra. Por outro lado, 21% dos consumidores não sabem que presentes comprar. Desses, 24% são homens e 18% mulheres. Mas quando se trata especificamente das classes D e E, aí sim os produtos eletrônicos aparecem logo depois das roupas.
“Essas preferências tem a ver com o fato de essas classes estarem começando a equipar as suas casas”, conta Meirelles, do Data Popular. Celulares aparecem em segundo lugar, com 36%, computadores em terceiro, com 29%, e TV com 26%. “Os computadores representam um investimento no aumento da renda da família”, diz o executivo.
Emergentes estão mais maduros
Mas não são só roupas e eletrônicos que caracterizam o consumo das classes D e E neste Natal. O aumento de renda desse consumidor se reflete também na ceia. “Assim como as roupas, a fartura nas mesas das classes mais baixas é uma forma de eles sentirem que não estão mais pobres”, conta Meirelles sobre o fato de a classe D já comprar 90% das categorias consumidas pela classe C e mais de 80% do que as classes A e B levam dos supermercados.
Além das compras, muitos consumidores das classes D e E aproveitarão o seu décimo terceiro salário para pagar dívidas. “Dos 17 milhões que essas pessoas injetarão no mercado, 40% serão para o pagamento de dívidas e 35% para as compras de Natal”, afirma Renato Meirelles. “Isso é um sinal muito importante de amadurecimento desse consumidor”, completa o sócio-diretor do Data Popular sobre o primeiro Natal em que a classe D aparece como segunda maior classe de massa, fato que promete mudar características não só dos próximos anos, mas de toda a economia brasileira.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Hypermarcas compra Mantecorp por R$2,5 bilhões
- Aquisições
- 20/12/2010 08:56
Com a operação, a empresa soma mais de 4 bilhões de reais investidos em novos ativos e marcas estratégicas em 2010
Alberto Alerigi Jr., daSão Paulo - A empresa de bens de consumo Hypermarcas reforçou sua presença no setor de medicamentos com a compra do laboratório brasileiro Mantecorp por 2,5 bilhões de reais em dinheiro e ações. A empresa, que nasceu em 2002 e cresceu via aquisições, agora foca em crescimento orgânico e integração das operações compradas.
Com a aquisição da Mantecorp, a Hypermarcas soma mais de 4 bilhões de reais investidos em novos ativos e marcas estratégicas em 2010, ampliando a participação dos negócios com saúde no bolo de receitas do grupo para 90 por cento, afirmou o presidente da companhia, Cláudio Bergamo."Hoje nossos esforços estão em sermos líderes no setor de saúde; alimentos e cuidado doméstico passam a não ser principais e vamos avaliar oportunidades em 2011", comentou o executivo em teleconferência com analistas nesta segunda-feira.
A compra da Mantecorp eleva a posição da Hypermarcas no Brasil de segundo para maior grupo nacional de medicamentos. A operação também faz a empresa crescer da quinta para a segunda posição no ranking geral da indústria farmacêutica, atrás da Sanofi.
A Hypermarcas vai pagar 600 milhões de reais à vista pela Mantecorp, dona de medicamentos como Polaramine, Quadriderm e Coristina. Além disso, a empresa emitirá cerca de 1,9 bilhão de reais em novas ações, tornando a Mantecorp subsidiária integral.
A expectativa da companhia é que a compra seja concluída em janeiro do próximo ano.
A Hypermarcas emitirá 78.013.947 ações para comprar 76,23 por cento da Mantecorp e os 23,77 por cento restantes serão comprados pelos 600 milhões de reais. Às 16h01, as ações da Hypermarcas exibiam queda de 5 por cento, cotadas a 23,43 reais. Segundo os executivos, não haverá ajustes no volume de ações a ser emitido para pagar a aquisição.
Bergamo comentou que a intenção da família controladora da Mantecorp é manter as ações da Hypermarcas após a venda de sua companhia. "Eles esperam ficar com as ações, mantendo num fundo (...) querem participar do crescimento do mercado farmacêutico do país".
Após a operação, o volume de ações em circulação da Hypermarcas no mercado crescerá de 50 para 56,2 por cento. Enquanto isso, a participação dos acionistas controladores cairá de 49,9 para 43,8 por cento.
Com a aquisição da Mantecorp, a Hypermarcas ingressa no mercado de dermocosméticos com produtos na área de proteção solar e hidratante. A empresa, que em cerca de 9 anos de operação contabiliza mais de 30 aquisições, torna-se também principal fornecedor para farmácias do país.
Em 2010, a Mantecorp contabiliza receita líquida de 572 milhões de reais, com margem bruta de 65 por cento. Em 2011, a empresa deverá ser mantida como negócio independente do grupo de bens de consumo, com uma integração ocorrendo depois disso. Segundo Bergamo, a Hypermarcas não tem intenção de apressar a integração da Mantecorp, que tem cerca de 1.500 funcionários.
A Hypermarcas afirma que enxerga "múltiplas sinergias operacionais em várias frentes", entre elas equipes de vendas a farmácias e de visitas a médicos. Além disso, a companhia pretende lançar produtos da Neo Química -- laboratório comprado no final de 2009 por 1,3 bilhão de reais-- com a marca da Mantecorp.
Em novembro, o grupo de bens de consumo anunciou três aquisições, totalizando 251,5 milhões de reais.
sábado, 18 de dezembro de 2010
Festa de Final de Ano da CDL - BH
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
O Problema é a Velocidade
Alvin Toffler, em seu livro A terceira onda (Ed. Record), explica que a humanidade evolui por meio de grandes ondas de mudanças. Cada uma, como ele afirma, “obliterando extensamente culturas ou civilizações e substituindo-as por modos de vida inconcebíveis para os que vieram antes”.
A primeira onda foi a Revolução Agrícola, iniciada há cerca de 10 mil anos. A segunda foi a Revolução Industrial, há cerca de 300 anos – e ainda vivemos, por assim dizer, sua ressaca. A terceira onda, também conhecida como a Era da Informação e do Conhecimento, é a onda em que estamos. Ela inova métodos de produção, democratiza o conhecimento, aproxima países e culturas, afeta valores e modifica percepções.
Na busca de uma visão simplista para um mundo dinâmico e complexo, e usando como base o livro O verdadeiro, o belo e o bom (Ed. Objetiva), do psicólogo Howard Gardner, é possível reduzir os impactos dessa revolução em cinco grandes forças, as quais descrevo resumidamente a seguir:
Forças tecnológicas – Já podemos receber e-mails, fotografar, fazer compras e acessar os sites mais diversos na telinha de um celular. No Brasil, em 1993, existiam 10 canais de TV. Hoje, são mais de 100. O rádio demorou 30 anos para estar em 50 milhões de lares; a televisão, 15 anos; a TV a cabo, 10 anos; a internet, apenas 5 anos! Nem vou falar da genética, da física, etc.
Forças políticas – Vivemos um período de transição na geopolítica mundial. Não existem mais países bons ou maus, esquerda ou direita. Depois da queda do Muro de Berlim e do 11 de Setembro norte-americano, classificar tendências nessa área tornou-se arriscado. “Ideologia, eu quero uma pra viver”, dizia Cazuza. É a hora da tal Terceira Via, uma aproximação entre o neoliberalismo e o socialismo de resultados. E, é claro, todos são contra o terrorismo.
Forças econômicas – A força do mercado nunca foi tão poderosa como é hoje. Ela aglutina grupos sociais em tribos, que se diferenciam pelas marcas. É como se religiões fossem substituídas por cultos à imagem e à posse de bens. Ter é ser. Além disso, empresas tornam-se maiores que países, por exemplo: a rede de supermercados Walmart tem um faturamento que a coloca entre as 20 maiores economias do mundo e a Avon emprega mais pessoas que a população do Uruguai.
Forças sociais, culturais e pessoais – Será cada vez mais difícil uma cultura viver isolada. E, quanto maior for a mistura cultural, mais difícil será marginalizar um vasto setor da humanidade com base na cor da pele, credo ou orientação sexual. Há cada vez mais casais se divorciando e, em cerca de 30% dos lares brasileiros, a mulher é a provedora. Vive-se mais e com melhor qualidade. O ambiente de trabalho mudará muito nos próximos anos. Ainda há ecologia, sustentabilidade, alimentação, geração Y, Barack Obama e sabe-se lá mais o quê.
Força do conhecimento – A última força, mas não menos importante: a cambiante cartografia do conhecimento. Sempre haverá um aumento da informação disponível. No entanto, até pouco tempo, isso era gradual. Existem estudos que indicam que a soma da informação do mundo dobra a cada 80 dias. Uma edição dominical do The New York Times contém mais informações que uma pessoa do século 17 poderia acessar ao longo de toda sua vida! Diante disso, as pessoas são cada vez mais educadas para pensar de maneira pictórica.
Sinceramente, você poderia imaginar tudo isso acontecendo no curto espaço de 20 anos, o tempo de uma geração? A primeira onda, do Senhor Toffler, durou quase 10 mil anos. A segunda, cerca de 300 anos. A última ainda está no início – foi identificada por Toffler na década de 80 do século passado – e os avanços se multiplicam espantosamente, a uma velocidade exponencial.
O problema é a velocidade – você, sua empresa, sua equipe e seus clientes estão no meio disso tudo.
Um grande abraço e até a próxima semana,
Júlio Clebsch
Gerente editorial da revista Liderança
julio@lideraonline.com.br
A primeira onda foi a Revolução Agrícola, iniciada há cerca de 10 mil anos. A segunda foi a Revolução Industrial, há cerca de 300 anos – e ainda vivemos, por assim dizer, sua ressaca. A terceira onda, também conhecida como a Era da Informação e do Conhecimento, é a onda em que estamos. Ela inova métodos de produção, democratiza o conhecimento, aproxima países e culturas, afeta valores e modifica percepções.
Na busca de uma visão simplista para um mundo dinâmico e complexo, e usando como base o livro O verdadeiro, o belo e o bom (Ed. Objetiva), do psicólogo Howard Gardner, é possível reduzir os impactos dessa revolução em cinco grandes forças, as quais descrevo resumidamente a seguir:
Forças tecnológicas – Já podemos receber e-mails, fotografar, fazer compras e acessar os sites mais diversos na telinha de um celular. No Brasil, em 1993, existiam 10 canais de TV. Hoje, são mais de 100. O rádio demorou 30 anos para estar em 50 milhões de lares; a televisão, 15 anos; a TV a cabo, 10 anos; a internet, apenas 5 anos! Nem vou falar da genética, da física, etc.
Forças políticas – Vivemos um período de transição na geopolítica mundial. Não existem mais países bons ou maus, esquerda ou direita. Depois da queda do Muro de Berlim e do 11 de Setembro norte-americano, classificar tendências nessa área tornou-se arriscado. “Ideologia, eu quero uma pra viver”, dizia Cazuza. É a hora da tal Terceira Via, uma aproximação entre o neoliberalismo e o socialismo de resultados. E, é claro, todos são contra o terrorismo.
Forças econômicas – A força do mercado nunca foi tão poderosa como é hoje. Ela aglutina grupos sociais em tribos, que se diferenciam pelas marcas. É como se religiões fossem substituídas por cultos à imagem e à posse de bens. Ter é ser. Além disso, empresas tornam-se maiores que países, por exemplo: a rede de supermercados Walmart tem um faturamento que a coloca entre as 20 maiores economias do mundo e a Avon emprega mais pessoas que a população do Uruguai.
Forças sociais, culturais e pessoais – Será cada vez mais difícil uma cultura viver isolada. E, quanto maior for a mistura cultural, mais difícil será marginalizar um vasto setor da humanidade com base na cor da pele, credo ou orientação sexual. Há cada vez mais casais se divorciando e, em cerca de 30% dos lares brasileiros, a mulher é a provedora. Vive-se mais e com melhor qualidade. O ambiente de trabalho mudará muito nos próximos anos. Ainda há ecologia, sustentabilidade, alimentação, geração Y, Barack Obama e sabe-se lá mais o quê.
Força do conhecimento – A última força, mas não menos importante: a cambiante cartografia do conhecimento. Sempre haverá um aumento da informação disponível. No entanto, até pouco tempo, isso era gradual. Existem estudos que indicam que a soma da informação do mundo dobra a cada 80 dias. Uma edição dominical do The New York Times contém mais informações que uma pessoa do século 17 poderia acessar ao longo de toda sua vida! Diante disso, as pessoas são cada vez mais educadas para pensar de maneira pictórica.
Sinceramente, você poderia imaginar tudo isso acontecendo no curto espaço de 20 anos, o tempo de uma geração? A primeira onda, do Senhor Toffler, durou quase 10 mil anos. A segunda, cerca de 300 anos. A última ainda está no início – foi identificada por Toffler na década de 80 do século passado – e os avanços se multiplicam espantosamente, a uma velocidade exponencial.
O problema é a velocidade – você, sua empresa, sua equipe e seus clientes estão no meio disso tudo.
Um grande abraço e até a próxima semana,
Júlio Clebsch
Gerente editorial da revista Liderança
julio@lideraonline.com.br
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