Nos últimos anos, profundas mudanças ocorreram no comportamento dos consumidores, provocadas por fatores tecnológicos, demográficos, econômicos e competitivos que vêm causando grandes mudanças no relacionamento com produtos, serviços, marcas, formatos, canais e bandeiras.
As transformações tecnológicas colocam um poder sem precedentes nas mãos dos clientes, pois dão a eles informações e alternativas antes inalcançáveis e aprofundam as diferenças entre as empresas que conhecem os consumidores e aquelas que com eles se relacionam. O mercado vem se tornando ainda mais centrado no consumidor, dando aos clientes mais poder e independência.
Televisão, internet e celular, além da convergência das mídias dentro e fora das lojas físicas, converteram os consumidores em agentes ativos no processo de consumo. Não se trata apenas de adquirir aquilo que é oferecido no ponto de venda. Os consumidores podem comparar características, preços, prazos de entrega e pagamento em diversos canais e buscar o produto desejado onde ele estiver. Não é mais preciso esperar o lançamento de um filme em DVD: ele pode estar imediatamente disponível para download na internet. Logo, também no telefone celular.
A tecnologia e a maneira como os consumidores a usam determina mudanças radicais nos processos de compra e desafia o varejo a se reinventar. Estudos nos Estados Unidos vêm mostrando que consumidores jovens e adolescentes, quando compram produtos de moda, vão às lojas em ocasiões específicas. No ponto de venda, selecionam os produtos pelos quais mais se interessam, fotografam com o celular, enviam as imagens para os amigos mais próximos pedindo opiniões e definem a compra depois das respostas do grupo.
A tecnologia e a informação são grandes agentes transformadores do comportamento social e de consumo das novas gerações. Isso muda radicalmente o desenho estratégico dos negócios varejistas e exige uma profunda reformulação na comunicação e no marketing, exigindo das empresas a flexibilidade para adaptar constantemente preços e condições de pagamento às ofertas da concorrência, que pode estar em qualquer lugar do mundo. E abre novas oportunidades para empresas que “empoderarem” seus vendedores a negociar com os consumidores de acordo com as informações que esses apresentarem.
A tecnologia também terá um forte impacto transformador na comunicação, especialmente quando se trata dos consumidores mais jovens, que estão dispostos a se relacionar com marcas e produtos por meio de recursos como celulares, games, mensagens instantâneas, MP3 players e blogs. Um processo que só deverá se intensificar com a entrada de mais jovens no mercado.
Em todo o mundo, o varejo precisa aprofundar o estudo e o conhecimento desses Neoconsumidores que, utilizando intensivamente a internet e o telefone celular, são multimídia, multicanal e têm padrões de comportamento totalmente distintos em relação às gerações anteriores. A simples oferta de produtos não é suficiente para obter a preferência, quanto mais a fidelidade, desse público. Sua relação com canais, formatos, marcas e produtos será muito diferente da que hoje temos como referência e exigirá uma transformação estratégica do varejo.
Alexandre Horta (horta@gsmd.com.br), sócio-sênior e diretor da GS&MD - Gouvêa de Souza (11-05-2011)
Este Blog tem por finalidade a troca de informações sobre Gestão de Empresas e Marketing e também como contato para contratação de Cursos e Palestras nestas áreas, pelos consultores da Fleury Furtado - Gestão e Marketing Ltda.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
sábado, 7 de maio de 2011
iPhone registra secretamente a localização do usuário
Pesquisadores descobriram que o iPhone e o iPad 3G, da Apple, registram constantemente a localização do usuário. Os dados ficam ocultos no aparelho, mas podem ser lidos
Aline Monteiro, deSão Paulo - Dois pesquisadores independentes, Alasdair Allan e Pete Warden, anunciaram, hoje, que o iPhone e o iPad 3G registram constantemente a localização de seus usuários num arquivo oculto dentro dos aparelhos.
Não se sabe o porquê de a Apple querer fazer esses registros e nem como ela pode fazer uso deles. Mas, de acordo com os pesquisadores, desde o lançamento do iOS 4.0, todos os aparelhos estão salvando as coordenadas, mesmo com o GPS desligado. Isso é possível porque o sistema usa as torres de telefonia celular para definir a latitude e a longitude do usuário e registra tudo junto com os horários, num arquivo chamado “consolidated.db”. As informações não são precisas, mas são bastante detalhadas.
Esse tipo de registro é feito normalmente pelas operadoras de celular, mas os dados são mantidos em sigilo. Essas informações só podem ser abertas se houver uma ordem judicial para isso.
Com a descoberta, os pesquisadores afirmam que, agora, as informações estão desprotegidas. O mecanismo que grava os dados de localização na memória do iPhone não os envia a nenhum lugar. No entanto, um hacker com o iPhone de alguém em mãos consegue facilmente copiar os dados do arquivo “consolidated.db”.
Allan e Warden recomendam, aos usuários que queiram se proteger, criptografar seus dados por meio do iTunes (clicando em Criptografar Arquivos, no menu Opções). Para quem deseja visualizar os próprios dados, a dupla criou um aplicativo que está disponível para download. Warden já foi funcionário da Apple no passado e Allan atua como pesquisador independente na Universidade de Exeter, no Reino Unido. Ele já publicou livros sobre programação para plataformas Apple.
iPad 3, da Apple, poderá ter tela 3D
A Apple já registrou pelo menos duas patentes relacionadas com imagens tridimensionais e, em Hollywood, há quem considere 100% certo que o próximo iPad terá tela 3D
Maurício Grego, de
São Paulo — A possibilidade de a Apple adotar tecnologias de imagem 3D vem sendo debatida desde que se descobriu que a empresa da maçã registrou patentes relacionadas com isso. Nesta semana, a discussão se intensificou depois que o site RCR Wireless publicou declarações de uma profissional de Hollywood. "O fato de que o iPad 3 vai ser 3D é totalmente certo", disse ela.
O RCR não revela quem é sua fonte misteriosa. Mas ela teria contado, ao site, que os estúdios de Hollywood estão correndo freneticamente para preparar um acervo de filmes em 3D a ser oferecidos no iPad 3. Rumores vindo da China reforçam essa informação. Eles indicam que a Foxconn, que fabrica o iPad para a Apple, estaria se preparando para fazer uma versão com tela 3D.
A primeira das patentes de tecnologia 3D registradas pela Apple descreve uma tela que permite a visualização de imagens tridimensionais sem o uso de óculos especiais. Foi aprovada em novembro do ano passado, mas o pedido de registro foi feito muito antes, em 2006. A segunda patente é sobre uma pequena câmera para captação de imagens estereoscópicas. Tudo indica que essas tecnologias não estarão no iPhone 5. Assim, há uma chance de que a empresa planeje empregá-las no iPad 3, que pode até se chamar iPad 3D.
Hollywood aplaude
A ideia de um iPad 3D agrada aos estúdios de Hollywood, que veem, nessa tecnologia, uma oportunidade para a venda de filmes. Outra óbvia interessada é a indústria de jogos digitais. Para a Apple, seria uma maneira de manter a imagem de produto avançado conquistada pelo iPad.
Com muitos concorrentes chegando ao mercado, fica cada vez mais difícil, para a Apple, diferenciar o iPad dos demais tablets. Ele já não é o mais fino (os atuais campeões, nesse quesito, são os Galaxy Tab 10.1 e 8.9, da Samsung). Também não é o que tem mais recursos nativos, já que existem modelos que incluem, por exemplo, TV e rádio FM, itens ausentes do tablet da Apple.
O iPad continua sendo o tablet mais amigável e o que tem maior acervo de aplicativos, além de ter a marca mais valorizada e o design mais elogiado. Mas os tablets com Android vem diminuindo gradualmente a distância também nesses itens. Assim, ter um bom sistema de captação e exibição de imagens 3D seria, para Apple, uma forma de continuar sendo vista como a grande inovadora nesse mercado. Não aos óculos
Quanto ao consumidor, seu interesse pelo 3D parece não estar no mesmo nível do empenho da indústria em vender essa tecnologia a ele. Uma pesquisa recente feita nos Estados Unidos pelo NPD Group mostrou que quase metade dos consumidores americanos rejeitam a ideia de ter um televisor 3D, independentemente do preço.
Naturalmente, o que vale para os televisores pode não valer para dispositivos portáteis, como o iPad. A pesquisa da NPD apontou que o que afasta os consumidores é, principalmente, o fato de precisarem usar óculos para ver as imagens em 3D na TV. Assim, telas que permitem visualizar essas imagens sem óculos especiais têm chances maiores de fazer sucesso.
Obviamente, a Apple não está sozinha ao apostar no 3D. A Nintendo diz que sua previsão é vender 11,6 milhões de unidades do videogame portátil 3DS neste ano. E a LG marcou seu ponto com o Optimus 3D, o primeiro celular com tela 3D. Ambos permitem ver as imagens tridimensionais sem o uso de óculos especiais.
É o que se espera, também, do iPad 3. Naturalmente, como a Apple não fala de produtos futuros, é preciso esperar para saber se os rumores vão se confirmar ou se eles são mesmo apenas rumores.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Apple e Hugo Boss fazem notas musicais virarem perfume
- Ação de marketing
- 05/05/2011 15:59
Marcas criaram vitrines com projeções holográficas em seis shoppings centers de São Paulo
O projeto busca promover uma comunicação direta com o público-alvo das marcas, ressaltando os valores e o compromisso das duas empresas com o mundo contemporâneo.
Em perfumarias presentes em seis shoppings centers em São Paulo, a Hugo Boss e a Apple conceberam uma vitrine tecnológica, que integra totalmente as duas marcas, chamando a atenção do público que passa pelo local.
A ação, criada pela Tedesco, consiste na montagem de uma caixa, conhecida como Flare 320, que cria projeções holográficas a partir do produto real.
Dentro do equipamento estão os frascos de Hugo e o iPod da Apple, sendo envolvidos por imagens de notas musicais saindo do aparelho e entrando em formato líquido no frasco do perfume, além de informações sobre o Concurso Cultural da campanha.
Os consumidores podem participar do concurso cultural respondendo a pergunta “O que uma marca precisa ter para ser considerada inovadora?”. Para esta participação foi criado um hotsite especial. A melhor resposta ganhará um Kit Hugo Boss e um iPod Shuflle. E a segunda melhor ganhará um kit Hugo Boss.
Por meio do hotsite também será possível postar músicas que os participantes criaram e que estejam de acordo com o estilo de vida de quem utiliza o Hugo Boss e Apple, o qual servirá como critério de desempate.
“Queríamos movimentar consumidores e também a nossa força de vendas na promoção inédita Hugo + Apple”, afirma Fabíola Aguiar, gerente da marca Hugo Boss na RR Perfumes, distribuidora oficial no Brasil.
Madelon Tedesco, diretora de operações da agência, comenta sobre o desenvolvimento do trabalho. “Fomos responsáveis pelo planejamento estratégico e criativo da ação e o nosso maior desafio é atuar com eficiência e criatividade. Acredito que o resultado final tenha atendido as expectativas das marcas e o projeto criativo terá importante participação no sucesso da campanha”.
A ação Hugo & Apple está acontecendo nas lojas dos shoppings Eldorado, Pátio Higienópolis, Morumbi, Metrópole em São Bernardo e Anália Franco até o final da primeira semana de maio.
Ibope: Brasil cresce 13,9% em internautas
Maior parte do crescimento vem do aumento da presença de computador com internet nas residências
- Conexão adNEWS
- 04/05/2011 17:08
São Paulo - O total de usuários ativos de internet no trabalho e em domicílios chegou a 43,2 milhões em março de 2011, o que significou uma evolução de 4,4% na comparação com o mês anterior.
Em relação aos 37,9 milhões de usuários ativos de março de 2010, o aumento foi de 13,9%. Usuário ativo é a pessoa com 2 anos ou mais de idade que usou pelo menos uma vez em março o computador com internet.
A maior parte do crescimento do número de internautas nos últimos meses pode ser atribuída ao aumento da presença de computador com internet nas residências.
No período de um ano, o total de usuários ativos de internet no domicílio cresceu 20,7%, ao passar de 29,1 milhões para 35,1 milhões.
O número de pessoas com acesso à internet em qualquer ambiente (domicílios, trabalho, escolas, lan houses ou outros locais) atingiu 73,9 milhões no quarto trimestre de 2010, segundo o IBOPE Nielsen Online. A evolução do uso da internet em domicílios vem ocorrendo nas conexões de maior capacidade.
Nos últimos meses, houve aumento do número de usuários nas conexões mais rápidas, enquanto caiu a participação das conexões de até 512 Kb.
O número de pessoas que usaram em março de 2011 uma conexão residencial de mais de 8 Mb, segundo o critério de aferição de banda larga adotado nesta pesquisa, foi de 1,9 milhão, ou 5,5% dos 35,1 milhões de usuários ativos domiciliares.
A participação das conexões mais lentas, de até 128 Kb, caiu de 13,3% em março de 2010 para 7% em março de 2011.
Em março de 2011, no trabalho e em domicílios, as categorias com maior crescimento percentual do número de usuários únicos em relação ao mês anterior foram Ocasiões Especiais, com crescimento de 13,8%, Automotivo, com evolução de 9,8%, e Família e Estilos de Vida, que cresceu 9,3%.
Também cresceu em março a audiência de sites de Cupons e Recompensas, em que se classificam os sites de compras coletivas, além de ter havido aumento do uso de sites de Notícias, de Ferramentas de Pesquisa e de Vídeos e Filmes.
Segundo o serviço AdRelevance, que monitora a publicidade na internet, o destaque em março foram os sites de Entretenimento, que continuaram a apresentar elevada atividade publicitária.
Na subcategoria Esportes, foram veiculadas 1.184 campanhas por meio de 3.276 peças publicitárias. Os sites de música, por sua vez, registraram 823 campanhas.
terça-feira, 3 de maio de 2011
Nissan avisa: vai parar de bater na concorrência
Montadora enfrentou seguidas representações no Conar e até mesmo uma ação criminal
Leonardo Pereira, doSão Paulo - Foram seis filmes que balançaram o mercado automotivo. Por seis vezes, a Nissan colocou no ar – quase sempre tendo que tirar em seguida – uma peça que atacava o ponto crítico da propaganda brasileira: comparação direta entre marcas. Mas as coisas estão mudando.
A montadora japonesa queria crescimento rápido e expressivo ao mesmo tempo e para isso escalou sua agência, a Lew’LaraTBWA, que viu a estratégia ousada como artifício necessário para atingir os objetivos. E conseguiu, de acordo com o vice-presidente de Operações, Márcio Oliveira.
Em entrevista exclusiva, o VP contou que a marca cresceu 56% desde o início da campanha, então chegou a hora de tirar o pé. "Eu não vou mais bater em concorrente", disse, "vou chamar a atenção do consumidor para algo que talvez ele não tenha percebido". Oliveira faz referência ao último filme (formiguinhas), que passa a investir diretamente nos atributos da marca.
Para chegar a este ponto, a Nissan enfrentou seguidas representações no Conselho de Autorregulamentação Publicitária (Conar) e até mesmo uma ação criminal.
"A questão é que quando a gente faz esse tipo de campanha, somos avaliados, e é uma avaliação subjetiva, uma avaliação de tom", explicou o VP. "Então, para poder chamar atenção, eu tenho que ser ousado, mas se eu for ousado demais, o Conar – ou qualquer outro órgão - pode entender que eu passei do ponto."
Na opinião da Nissan, não houve qualquer tipo de censura por parte da entidade fiscalizadora, que teve, de acordo com Oliveira, um comportamento "absolutamente justo".
"O Conar é uma entidade formada por profissionais de clientes, de veículo, de agência; e a gente mesmo faz parte. Ela é boa para o mercado", concluiu.
"A comparação não deixa de ser essencial", comentou o VP, "antes você tinha quatro marcas para comprar e não precisava comparar na hora de adquirir um hatch. Agora existem 35 marcas".
"É minha função como agência, como comunicador e como marketing da Nissan ajudar as pessoas a fazer essa comparação, a ter uma escolha mais clara, mais certa. Então não estamos largando a questão da comparação, mas sim mudando o foco para uma comparação sobre o que o consumidor tem à disposição dele."
Da casa à rua
O trabalho que resultou nas campanhas provocativas começou dentro de casa, com uma mudança de postura da própria marca. "Nós pesquisamos e descobrimos, por exemplo, que seis especialistas do mercado tinham eleito o Livina como a melhor compra. E o curioso disso é que todo mundo, portanto, acreditava, os especialistas acreditavam, mas dentro da Nissan, não." Então, explica Oliveira, teve de ser feito um trabalho interno para mostrar os resultados aos funcionários.
A primeira etapa da campanha que envolveu diretamente o consumidor aconteceu nas concessionárias, e lá já houve comparação entre várias marcas.
"A gente resolveu fazer um test drive colocando à disposição os carros da concorrência, para que o consumidor pudesse testar não só o Livina, mas os outros também, e assim comprovar que as revistas especializadas estavam certas."
"O trabalho começou lá atrás, dentro de casa, mexendo com o orgulho próprio dos empregados e dos concessionários, e depois foi para a comunicação. E aí a gente foi pra uma estratégia que era, sim, agressiva, ousada, com relação a comparação", comenta.
Agora que chamou atenção do mercado, a montadora resolveu reposicionar a estratégia, mas promete não perder a ousadia. "Mudando o foco de não comparar com o concorrente a gente pode também estabelecer uma outra estratégia, que é prestar serviço. E é isso que vamos fazer."
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Inovar para competir
Cada dia, mais empresas buscam, através de inovação, conquistar o seu Diferencial Competitivo, como forma de permanecer no mercado, com vantagens sobre seus concorrentes.
Algumas lojas, situadas na Rua Major Lopes, bairro São Pedro, em Belo Horizonte, saem na frente, com inovação na área de corte de cabelo à domicílio (Salão do Pedrinho) e parquinho interativo (Traquitanas) - vide fotos.
E você, já pensou em inovar o seu negócio?
Algumas lojas, situadas na Rua Major Lopes, bairro São Pedro, em Belo Horizonte, saem na frente, com inovação na área de corte de cabelo à domicílio (Salão do Pedrinho) e parquinho interativo (Traquitanas) - vide fotos.
E você, já pensou em inovar o seu negócio?
José Luciano S. Furtado - Fleury Furtado Gestão e Marketing Ltda.
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