quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Portugal Telecom vende fatia de 29% no UOL para Hypermarcas

Fundador da gigante de bens de consumo Hypermarcas comprou as 34.571.362 ações da Portugal Telecom

Vivian Pereira, da
São Paulo - O portal e provedor de acesso à Internet UOL informou na noite de quarta-feira que a Portugal Telecom vendeu o total de sua participação na companhia para uma empresa controlada por João Alves de Queiroz Filho, fundador da gigante de bens de consumo Hypermarcas.
A companhia portuguesa possui 34.571.362 ações da empresa de Internet, sendo 22.998.403 ordinárias e 11.572.959 preferenciais, equivalentes a 29 por cento do capital total.

Se considerado o preço de fechamento dos papéis preferenciais do UOL na quarta-feira, que foi de 12,79 reais, a Portugal Telecom receberia cerca de 148 milhões de reais por este grupo de ações.

Já as ações ordinárias da empresa não são negociadas em bolsa, por estarem totalmente concentradas entre sócios privados --sendo 61,7 por cento nas mãos da Folhapar e 38,3 por cento da Portugal Telecom--, impedindo o cálculo estimado do valor da operação como um todo.

Após vender sua fatia na Vivo à espanhola Telefónica por 7,5 bilhões de euros, no final de julho, a Portugal Telecom adquiriu participação minoritária na Oi, negócio que deve ser concluído até ao final do primeiro trimestre de 2011.

Maior grupo de telecomunicações do Brasil, a Oi é detentora do portal IG, um dos principais concorrentes do UOL no mercado brasileiro de Internet.

"A conclusão da aquisição e transferência das ações devem ser implementadas com a renúncia ao direito de preferência que a Folhapar detém na aquisição das ações do UOL", conforme documento ao mercado.

Ainda segundo o comunicado, a operação não altera a estrutura de controle ou de administração do UOL, que não revelou os valores envolvidos no negócio.

Diveo

Também na noite de quarta-feira, o UOL anunciou a conclusão da compra da norte-americana Diveo Broadband Networks (DBNI), por meio de sua subsidiária DH&C, por 693,5 milhões de reais à vista.

Um valor adicional de 19,4 milhões de reais foi depositado em conta-garantia para futuros ajustes, informou o UOL na véspera.

A aquisição, que teve acordo firmado em 13 de dezembro, será realizada nos Estados Unidos, envolvendo a DH&C Merger Sub, subsidiária integral da DH&C, e a DBNI, especializada em centros de dados e hospedagem de websites nos mercados brasileiro e colombiano.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Como a Copag completa 102 anos vendendo baralho


Pela primeira vez a marca de cartas faz ações para o varejo

Rayane Marcolino, do
Rio de Janeiro - Um baralho é sempre igual, 52 cartas dividas entre quatro naipes e os curingas. Disso a Copag sabe mais do que ninguém. A companhia tem mais de 100 anos de vida, sendo 92 deles dedicados à produção das cartas. Sobreviver vendendo um produto tão simples, porém, não é tarefa fácil. Para se destacar da concorrência, a Copag investe em materiais diferenciados, cores e modelos variados, produções para ações promocionais de outras marcas, e em parcerias para a fabricação de novos jogos.
O principal foco da Copag hoje são os consumidores. Isso parece óbvio, mas não para o segmento de jogos, tradicionalmente voltado para o atacado. Para alcançar o público final, a empresa lançou em 2007 a embalagem blister para supermercados. As caixas vêm com 12 baralhos para serem revendidos. A maior ação da empresa, no entanto, será realizada nesse verão. A promoção “Férias Premiadas Copag” conta com entrega de mais de 3.600 prêmios, vendas na praia e até idosos como promotores.
“Essa ação mostra a nossa preocupação em nos aproximar do consumidor. Isso é essencial para direcionar nossas futuras ações e identificar novas oportunidades”, afirma Ricardo Atner, Diretor Comercial da Copag. O objetivo do projeto é fazer com que as vendas cresçam entre 15% e 20% no período de férias, em comparação à mesma época anterior. A primeira parte do projeto idealizado pela agência MindsOn foi iniciada no último dia 16, na rua 25 de março, em São Paulo.
 
Marketing para se aproximar do varejo
Na tradicional rua paulistana foram distribuídas 300 camisetas para os vendedores dos estabelecimentos parceiros da Copag e para os vendedores de rua com dizeres como "Já comprou seu baralho hoje?" e "Já achou a carta premiada hoje?". Para estimular o uso da camisa, “curingas” da Copag premiaram os vendedores. Outros 50 pontos de venda da capital e do litoral de São Paulo contam com promotoras da marca, que divulgam a campanha Férias Premiadas Copag e distribuem folhetos com regras dos jogos.
No litoral de São Paulo, vendedores com carrinhos comercializarão os produtos. Para completar, uma ação homenageará o público mais fiel da Copag: os idosos. Grupos de “velhinhos-promotores” ficarão jogando cartas em locais pré-determinados e desafiarão as pessoas que passarem para uma partida.
Outro público interessante para a Copag é o de jogadores. Para se aproximar deles, a empresa centenária investe no patrocínio de campeonatos de poker. “Os jogadores regulares compram e sabem onde encontrar os baralhos. Já o jogador ocasional não tinha orientação suficiente sobre como encontrá-las com facilidade, por isso estamos concentrando neles as nossas estratégias”, conta Ricardo Atner, diretor comercial da Copag.
 
Portfólio além do baralho
Apesar do investimento em Marketing, a Copag acredita que o seu destaque no mercado se deva à qualidade de seu produto. Para a empresa, o investimento contínuo no material e na sua produção é que garantem a preferência do consumidor. “Investimos muito na qualidade de nossos produtos, em tecnologia e no aprimoramento da nossa produção. Também mudamos o layout das cartas e das caixas”, conta Atner. O diretor afirma ainda que é essencial  o investimento no relacionamento com os atacadistas para garantir a distribuição do produto por todo o Brasil.
Mas não é só de baralhos convencionais que vive a Copag. A marca possui cerca de 100 itens em seu portfólio, entre eles os jogos educativos para crianças, muitos com o licenciamento de personagens da Disney. A atuação da companhia nesse segmento começou em 2005, após fusão com o grupo Carta Mundi, um dos grandes players de jogos e cartas do mundo.
“Com essa fusão pudemos começar a operar em outras divisões e aproveitamos o acordo de licenciamento deles com a Disney para produzir jogos educativos”, comenta o Diretor Comercial sobre o segmento que já é responsável por 6% do faturamento total da Copag. Por ter se tornado tão importante nos negócios da empresa, os jogos educativos também ganharam ações em pontos de venda. Em lojas da rede Ri Happy, promotores ensinam como jogar os jogos da Copag disponíveis nas lojas.
 
Outros negócios
Além dos jogos, a Copag comercializa em sua loja virtual roupas e acessórios com sua marca e estampas ligadas a jogos em balde de gelo, coqueteleira, mantas para mesa de jogos, guarda sol e cooler. Apesar da variedade, nenhum desses produtos é tão importante para a empresa quanto as cartas.
Outro segmento importante para a empresa são os baralhos promocionais. A Copag costuma fazer linhas de baralhos com estampas exclusivas para marcas. “As empresas se cansaram de fazer canetas, réguas e bonés. O baralho agrada a vários públicos e expõe muito a marca ao cliente”, afirma Atner, promovendo o seu produto e esperando um crescimento de 10% em 2010.

Aos colegas de caminhada neste ano de 2010

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

52% dos e-consumidores são da classe C

  • e-Commerce
  • 20/12/2010 17:49

52% dos e-consumidores são da classe C - Ascensão de novos consumidores aquece o mercado no Natal

Lucas Carvalho, do
Rio de Janeiro - Os integrantes da classe C são os que mais compram produtos atráves do e-commerce, representando 52% desse mercado, segundo uma pesquisa realizada pela plataforma digital MoIP.
A classe D também aumentou sua participação no mercado, sendo 29% do total. Com a ascensão desses grupos, o mercado tornou-se mais acessível para todos, fazendo com que o Natal desse ano seja considerado o melhor dos últimos 10 para os comerciantes.  Esse grupo de novos consumidores é formado principalmente por pessoas de faixa etária adulta, nascidos antes da internet, e por jovens da geração digital.

Websites corporativos se tornarão irrelevantes em 2011

  • Perspectivas 2011
  • 22/12/2010 14:24

Websites corporativos se tornarão irrelevantes em 2011, diz E.life

Estudo identificou oito importantes tendências para o ano que se aproxima


São Paulo - A mescla de uma crescente compreensão do potencial das mídias sociais por parte das empresas, as novas tecnologias e o ingresso massivo de adeptos ao mundo das redes sociais, além da expansão da banda larga e o próprio comportamento do internauta, indicam grandes transformações do mundo digital. Atenta a esse “movimento” constante, a e.life realizou um apanhado e identificou oito importantes tendências para o ano que se aproxima. Acompanhe um resumo de cada uma delas logo abaixo:

O começo do fim do Orkut?
Este ano o Orkut deixou de ser líder na Índia e a e.life acredita que em 2011 será a vez do Brasil de assistir o começo do êxodo dos usuários do Orkut para o Facebook. À medida que a plataforma de Zuckerberg avança no mundo, paralelo à crescente inclusão do Brasil em campanhas de marcas globais, mais consumidores se registarão no Facebook, levando em paralelo uma legião de amigos. O efeito será sentido pelo líder absoluto brasileiro nas redes sociais.
 
A ascensão do atendimento ao consumidor nas redes sociais
Na metade do ano 2000 áreas de atendimento das empresas viram o canal e-mail tornar-se um dos preferidos pelos consumidores. No início dessa nova década uma revolução nada silenciosa que começou com os blogs agora toma conta de cada pedaço do que se chamou mídia social. Milhões de brasileiros no próximo ano vão reclamar do banco, da companhia de telefone, do supermercado e de tantos outros serviços. A diferença é que no ano que vem muito mais empresas estarão “lá” para ouvi-los e atendê-los.

Marcas anunciam para os brasileiros no Twitter
Provavelmente já no segundo trimestre de 2011 agências brasileiras terão um novo desafio: criar microanúncios para o microblog que mais cresce no mundo. O Twitter ainda não revelou todos os detalhes de sua oferta de venda de publicidade. Entretanto, já se sabe que para cadastrar potenciais anunciantes, dois formatos estarão disponíveis: tweets patrocinados e trends patrocinados.
 
Websites irrelevantes
Com a migração das empresas para as redes sociais os sites corporativos e de produtos se tornarão cada vez mais irrelevantes e muitas empresas irão concentrar suas estratégias on-line em redes sociais mais populares – como Twitter e Facebook. A migração tornará mais fácil mensurar as estratégias digitais, mas em contrapartida as empresas precisarão estar mais dispostas ao diálogo. Caso contrário, crises nestes ambientes fechados serão mais frequentes. Algumas empresas não abandonarão seus sites corporativos, mas os tornarão mais conectados às redes sociais em 2011.
 
Insights em real time
As áreas de inteligência e as empresas de pesquisa de mercado irão finalmente descobrir as redes sociais, porém vão aprender rapidamente que elas requerem entregas de insights em tempo real, cada vez mais rápido. As redes sociais vão produzir um novo tipo de analista de mercado que precisará usar software que entregue insights em tempo real, como o e.life TweetMeter, por exemplo. Relatórios longos, de produção demorada e com periodicidades muito longas ficarão ultrapassados. A pesquisa precisará acompanhar o timing das redes sociais para entregar insights cada vez mais pontuais.
 
Foco maior no pré-compra
As empresas irão prestar mais atenção no comportamento de compra dos consumidores nas redes sociais, mapeando não apenas o pós-compra (a monitoraçao de buzz negativo), como acontece hoje, mas a intenção de compra da categoria ou de marcas. A monitoração da intenção de compra permitirá as empresas compreenderem quais os aspectos os consumidores mais valorizam na categoria, as percepções sobre cada marca e os influenciadores na decisão de compra (laços fortes, laços fracos, campanhas etc). Esta mudança de foco para o pré-compra criará, porém, a necessidade de associações de anunciantes e relacionamento com o consumidor produzirem um código de conduta para disciplinar a prospecção do consumidor nas redes sociais. Os dados de intenção de compra nas redes sociais também serão cruzados com outros dados, como vendas, visitas ao ponto de venda etc.
 
Fim das barreiras on-line/off-line
Algumas agências já derrubaram as paredes entre seus departamentos on-line e off-line. A mudança gerará uma onda de aquisições de agências on-line e a contratação de profissionais desta área vai crescer pelas agências tradicionais. Mas o mais importante será a chegada das redes sociais aos pontos de venda físicos. Aguarde desde a simples sinalização do Twitter oficial da empresa no ponto de venda a aplicativos que permitirão o relacionamento do consumidor quando ele estiver na loja física.
 
Agora somente com uma mão
Depois do touchscreen e o sucesso de smartphones e tablets, cada vez mais veremos dispositivos e ações com sensores de movimento. Desde aplicativos simples como web cam games, até ações mais sofisticadas utilizando tecnologias parecidas com o Kinect.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Baixa renda muda perfil de gastos no Natal

Roupas são presentes preferidos em todas as classes, mas eletrônicos se destacam para os emergentes

Rayane Marcolino, do
Rio de Janeiro - O comércio se anima com a chegada do Natal. Que as vendas de praticamente todos os setores aumenta é um fato histórico, mas se engana quem pensa que o crescimento da renda das classes mais baixas no país e o seu desejo por eletro-eletrônicos faz com que esses sejam os únicos produtos desejados. Nessa época em que muitas pessoas devem ser presenteadas, as roupas se destacam como os produtos mais vendidos.
“A classe A usa a roupa como forma de diferenciação. Mas para as classes D e E elas servem para que essas pessoas sejam aceitas em locais onde antes não eram”, afirma Renato Meirelles, Sócio Diretor do Data Popular. O instituto foi responsável por uma pesquisa que constatou que 83% das pessoas das classes D e E pretendem comprar roupa nesse fim de ano. Segundo outro estudo realizado pela GfK, envolvendo todas as classes, 56% dos brasileiros também comprarão produtos têxteis neste fim de ano.
Boa parte dos consumidores (39%) também pretende gastar mais em 2010 do que nos últimos três Natais. O valor médio é de R$ 364,00. Do total, 12% gastará até R$ 116,00, 13% de R$ 117,00 a R$ 232,00, 22%, de R$ 232,00 a R$ 580,00 e 16% acima de R$ 581,00. Boa parte desse dinheiro será gasto em lojas de departamentos e supermercados. Esses locais são os preferidos para 55% das pessoas por fazerem parte do dia a dia dos consumidores.

Brinquedos e eletrônicos aparecem logo depois das roupas
“As pessoas têm que ir aos supermercados toda semana, então fica mais fácil fazer as compras já ali”, afirma Antônio Perrella, Diretor de Atendimento a Clientes da GfK. Analisando por sexo, essas são as escolhas de 59% dos homens e 51% das mulheres. “Esse número é maior entre o sexo masculino porque eles preferem concentrar as suas compras”, conta Perrella. As lojas de rua aparecem em segundo lugar (17%) e são mais preferidas pelas mulheres (22%) do que pelos homens (12%).
Entre os outros produtos que serão cobiçados por todas as classes estão os brinquedos, com 25% das intenções de compra. Por outro lado, 21% dos consumidores não sabem que presentes comprar. Desses, 24% são homens e 18% mulheres. Mas quando se trata especificamente das classes D e E, aí sim os produtos eletrônicos aparecem logo depois das roupas.
“Essas preferências tem a ver com o fato de essas classes estarem começando a equipar as suas casas”, conta Meirelles, do Data Popular. Celulares aparecem em segundo lugar, com 36%, computadores em terceiro, com 29%, e TV com 26%. “Os computadores representam um investimento no aumento da renda da família”, diz o executivo.

Emergentes estão mais maduros
Mas não são só roupas e eletrônicos que caracterizam o consumo das classes D e E neste Natal. O aumento de renda desse consumidor se reflete também na ceia. “Assim como as roupas, a fartura nas mesas das classes mais baixas é uma forma de eles sentirem que não estão mais pobres”, conta Meirelles sobre o fato de a classe D já comprar 90% das categorias consumidas pela classe C e mais de 80% do que as classes A e B levam dos supermercados.
Além das compras, muitos consumidores das classes D e E aproveitarão o seu décimo terceiro salário para pagar dívidas. “Dos 17 milhões que essas pessoas injetarão no mercado, 40% serão para o pagamento de dívidas e 35% para as compras de Natal”, afirma Renato Meirelles. “Isso é um sinal muito importante de amadurecimento desse consumidor”, completa o sócio-diretor do Data Popular sobre o primeiro Natal em que a classe D aparece como segunda maior classe de massa, fato que promete mudar características não só dos próximos anos, mas de toda a economia brasileira.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Hypermarcas compra Mantecorp por R$2,5 bilhões

  • Aquisições
  • 20/12/2010 08:56

Com a operação, a empresa soma mais de 4 bilhões de reais investidos em novos ativos e marcas estratégicas em 2010

Alberto Alerigi Jr., da
 
São Paulo - A empresa de bens de consumo Hypermarcas reforçou sua presença no setor de medicamentos com a compra do laboratório brasileiro Mantecorp por 2,5 bilhões de reais em dinheiro e ações. A empresa, que nasceu em 2002 e cresceu via aquisições, agora foca em crescimento orgânico e integração das operações compradas.
Com a aquisição da Mantecorp, a Hypermarcas soma mais de 4 bilhões de reais investidos em novos ativos e marcas estratégicas em 2010, ampliando a participação dos negócios com saúde no bolo de receitas do grupo para 90 por cento, afirmou o presidente da companhia, Cláudio Bergamo.
"Hoje nossos esforços estão em sermos líderes no setor de saúde; alimentos e cuidado doméstico passam a não ser principais e vamos avaliar oportunidades em 2011", comentou o executivo em teleconferência com analistas nesta segunda-feira.
A compra da Mantecorp eleva a posição da Hypermarcas no Brasil de segundo para maior grupo nacional de medicamentos. A operação também faz a empresa crescer da quinta para a segunda posição no ranking geral da indústria farmacêutica, atrás da Sanofi.
A Hypermarcas vai pagar 600 milhões de reais à vista pela Mantecorp, dona de medicamentos como Polaramine, Quadriderm e Coristina. Além disso, a empresa emitirá cerca de 1,9 bilhão de reais em novas ações, tornando a Mantecorp subsidiária integral.
A expectativa da companhia é que a compra seja concluída em janeiro do próximo ano.
A Hypermarcas emitirá 78.013.947 ações para comprar 76,23 por cento da Mantecorp e os 23,77 por cento restantes serão comprados pelos 600 milhões de reais. Às 16h01, as ações da Hypermarcas exibiam queda de 5 por cento, cotadas a 23,43 reais. Segundo os executivos, não haverá ajustes no volume de ações a ser emitido para pagar a aquisição.
Bergamo comentou que a intenção da família controladora da Mantecorp é manter as ações da Hypermarcas após a venda de sua companhia. "Eles esperam ficar com as ações, mantendo num fundo (...) querem participar do crescimento do mercado farmacêutico do país".
Após a operação, o volume de ações em circulação da Hypermarcas no mercado crescerá de 50 para 56,2 por cento. Enquanto isso, a participação dos acionistas controladores cairá de 49,9 para 43,8 por cento.
Com a aquisição da Mantecorp, a Hypermarcas ingressa no mercado de dermocosméticos com produtos na área de proteção solar e hidratante. A empresa, que em cerca de 9 anos de operação contabiliza mais de 30 aquisições, torna-se também principal fornecedor para farmácias do país.
Em 2010, a Mantecorp contabiliza receita líquida de 572 milhões de reais, com margem bruta de 65 por cento. Em 2011, a empresa deverá ser mantida como negócio independente do grupo de bens de consumo, com uma integração ocorrendo depois disso. Segundo Bergamo, a Hypermarcas não tem intenção de apressar a integração da Mantecorp, que tem cerca de 1.500 funcionários.
A Hypermarcas afirma que enxerga "múltiplas sinergias operacionais em várias frentes", entre elas equipes de vendas a farmácias e de visitas a médicos. Além disso, a companhia pretende lançar produtos da Neo Química -- laboratório comprado no final de 2009 por 1,3 bilhão de reais-- com a marca da Mantecorp.
Em novembro, o grupo de bens de consumo anunciou três aquisições, totalizando 251,5 milhões de reais.